PRF do DF e Entorno ganha novas 75 armas de choque

Artefatos são utilizados na Operação Carnaval 2018 nas rodovias federais, e, após o feriado, serão incorporados à rotina dos policiais

PRF ganha 75 novas armas de choque - Foto: Divulgação/PRFDF A Polícia Rodoviária Federal (PRF) do Distrito Federal e Entorno adquiriu 75 novas armas de choque, para a fiscalização nas rodovias durante a Operação Carnaval 2018, que começou nesta sexta-feira (9) e se estende até quarta-feira (14).
Após o período, os instrumentos de segurança serão incorporados à rotina comum dos policiais. 

Todo o efetivo da PRF passou por treinamento capacitatório para manipulação do novo equipamento. As armas de choque são da marca Spark Z 2.0, e se diferenciam das comuns Teaser, que já fazem parte dos aparelhos utilizados pela corporação nas rodovias. 

De acordo com a chefe-substituta do núcleo de comunicação social da PRF-DF, Pellegrini, a distinção entre as marcas é a praticidade. “A Spark é de fácil manuseio. Ela é mais leve e a bateria dura mais, se comparada à taser, que é a pilha”, esclarece. 
 
O choque da arma de choque spark é mais leve do que a da teaser - Foto: Divulgação/PRFDF 
 
A descarga elétrica também é divergente, sendo que a spark é mais leve, e produz um choque de 0,0021 ampere, enquanto que a teaser faz 0,0036 ampere. Todavia, Pellegrini garante que "para a finalidade paralisante, o resultado das duas é o mesmo".

O artefato será utilizado para um menor potencial ofensivo, a fim de conter a violência da pessoa detida, sem que seja necessário a utilização da arma de fogo - que também é usado pelos policiais federais. 

“É o próprio policial que irá distinguir a situação, e avaliará a necessidade do uso da arma de choque, conforme o risco de vida dele e de terceiros”, afirma Pellegrini.

Polêmica

Em outubro de 2011, o Departamento de Trânsito (Detran-DF) recebeu 220 armas de choque, pelo GDF, que seriam incorporadas aos equipamentos dos agentes. Entretanto, a Procuradoria Distrital dos Direitos do Cidadão, pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios proibiu o uso, por não ter a comprovação da necessidade de utilização do artefato. A autorização ocorreu apenas em junho de 2016, e, só então as armas saíram das caixas.

O diretor-geral do Detran-DF, Silvain Fonseca, destaca que a as armas são para aumentar a segurança dos agentes de trânsito.
“Durante as abordagens, os agentes estão expostos à diversas situações perigosas, como condutores alcoolizados ou drogados tentam agredir esses agentes”, explica. 

Conforme informações do Detran-DF, na época da compra dos equipamentos, todos os agentes receberam treinamento diretamente na fábrica das armas tasers. “Com a capacitação, criamos multiplicadores, que hoje oferecem os cursos, que se tornaram periódicos”, garante Fonseca. 

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