Publicidade

Correio Braziliense

Philippe Seabra, da Plebe Rude, canta no bloco Eduardo & Mônica no domingo

Um dos blocos mais queridos do público brasiliense contará com o reforço do plebeu Philippe Seabra este ano. Músico se apresenta a partir das 17h. O Eduardo & Mônica desfilará no SIG, das 15h às 21h


postado em 10/02/2018 15:53

Philippe vai apresentar músicas da Plebe, da Legião Urbana e do Aborto Elétrico(foto: Kleber Lima/CB/D.A Press)
Philippe vai apresentar músicas da Plebe, da Legião Urbana e do Aborto Elétrico (foto: Kleber Lima/CB/D.A Press)

 
Exatamente no dia em que o primeiro disco da Plebe Rude, O Concreto Já Rachou, completa 32 anos de lançamento, o cantor e guitarrista da banda, Philippe Seabra, se junta ao bloco Eduardo & Mônica para tocar músicas de seu grupo e do rock de Brasília. A agremiação desfila no domingo, das 15h às 21h, no SIG. 

Parceiro de Rony Meolly (co-fundador do bloco) no projeto Rock na Ciclovia, Seabra vai estrear no carnaval da capital. “Ele sempre me convidou. Este ano calhou de eu estar em Brasília. Vou tocar coisas da Plebe e outras do Aborto Elétrico, Legião.”

O músico também é atração nos dois dias de apresentação do bloco infantil Carnapati, da Cia de Teatro Mapati. O evento acontece no estacionamento 4 do Parque da Cidade a partir das 11h. Seabra deve subir ao palco às 17h.

“O Concreto Já Rachou” chegou ao mercado em 11 de fevereiro de 1986. O álbum foi lançado no então formato inédito de “mini LP”. O disco tem sete faixas, entre elas os hits “Até Quando Esperar” e “Proteção”.

Inicialmente, o trabalho teria seis músicas, mas o produtor do álbum, Herbert Vianna, conseguiu que a faixa “Brasília” fosse incluída. É nesta canção que está a frase que dá nome ao disco. “O Herbert conseguiu convencer que a música era importante, que a letra tinha o nome do disco, senão o título seria outro. Aí ela foi incluída.”, declara Seabra.
 
Inspiração na W3 

O músico comentou que a inspiração para a letra surgiu quando ele ia de ônibus pela W3 Norte em direção à Asa Sul e viu parte do concreto do viaduto no Eixo Monumental com rachaduras. “Vi o reboco rachado e achei estranho. Eu, então estudante de história, tinha lido que construções do Império Romano permaneciam intactas na Península Ibérica. Como uma cidade de 20 e poucos anos estava daquele jeito?”, questiona.

Para o músico, foi o descaso com a construção da capital federal que proporcionou as rachaduras no concreto e nas obras públicas, que hoje estão mais evidentes. “A cidade é sedimentada na falcatrua, e eventualmente as mazelas vão alcançando as obras. O estádio (Mané Garrincha) já está dando problema. Isso acontece não só em Brasília. Depois da (operação) Lava-Jato a gente entende melhor como funciona a coisa.”

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade