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Correio Braziliense

Cadela maltratada em prédio da Asa Norte ganha nova dona e novo lar

Advogada ganha na Justiça a guarda do animal; o antigo dono foi flagrado arremessando o cão contra a parede do bloco onde mora


postado em 13/02/2018 14:24 / atualizado em 13/02/2018 16:40

Cachorrinha também ganhou um novo nome: agora é chamada de Hanya(foto: Ana Paula de Vasconcelos/Divulgação)
Cachorrinha também ganhou um novo nome: agora é chamada de Hanya (foto: Ana Paula de Vasconcelos/Divulgação)
As imagens registradas pelo circuito interno do bloco da SQN 312 chocou os brasilienses, inclusive a advogada Ana Paula de Vasconcelos, 40 anos. No vídeo, o antigo dono da cadela aparece arremessando o animal contra a parede. Frente às fortes imagens, a advogada procurou a Justiça e ganhou a guarda do animal no domingo (11/2). 

Para Ana Paula, o sentimento ao ver os maltratos sofridos pela cadela é de revolta. Com medo de que o animal viesse a sofrer novas agressões, a advogada procurou o plantão judiciário no domingo para pedir a guarda da cadela. "Ela corria risco. Ele poderia ter outro ataque de fúria, como ele alega ter tido. A cadela  estava em situação de vulnerabilidade, além de precisar de atendimento veterinário e de exames mais detalhados para saber se ela tinha ou não alguma lesão interna", ressalta.  

Por volta da 21h30 do domingo, a juíza determinou a retirada da cadela do agressor. Já na segunda-feira de manhã, o oficial de Justiça cumpriu a decisão e a cadela ganhou um novo lar, uma nova dona e um novo nome, Hanya.  "Ela já está comigo. Ontem levei no veterinário, ela já fez alguns exames e amanhã faremos outros para  ter certeza do estado de saúde dela", conta Ana Paula.

Além da Hanya, Ana Paula tem outros seis cachorros e sempre levantou a bandeira de proteção aos animais. Membro da Comissão de Defesa dos Direitos dos Animais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a advogada conta que ficou chocada com os relatos das testemunhas que afirmaram a brutalidade com a qual o acusado tratava o animal.
 
Ana Paula ainda agradece a sensibilidade do magistrado e do Ministério Público com a situação, além de alertar a população sobre a importância de denunciar esse tipo de caso. "O animal é um ser indefeso, eles precisam da nossa proteção.  Temos que estimular a denúncia e acreditar nas instituições jurídicas.  A pena ainda é muito pequena, mas não há mais espaço para o silêncio frente a esses crimes", destaca. 

Relembre o caso

No sábado (10/2), um morador da SQN 312 foi denunciado por maltratar o animal de estimação. Uma câmera do circuito interno do bloco onde ele vive registrou o momento em que, num dos corredores do prédio, ele ergueu o cachorro e o jogou com força contra a parede. 

A denúncia foi feita ao Batalhão de Polícia Militar Ambiental pelo próprios vizinhos. O animal foi encontrado pelos militares na residência do acusado com ferimentos e dificuldade de ficar em pé. O agressor alega que agiu em um momento de fúria e que não costuma agredir o animal. 

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