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Raparigueiros e Baratona voltam ao Eixo Monumental para fechar o carnaval

Músicas dos estilos sertanejo, funk, rock e eletrônica agitam os foliões. Organizadores aguardam até 250 mil pessoas


O último dos quatro dias de folia do carnaval brasiliense reúne uma multidão de foliões no Eixo Monumental, para onde voltaram o Bloco dos Raparigueiros e a Baratona, depois de um primeiro desfile no domingo passado (13/2). Depois de se concentrar em frente à Torre de TV, os blocos começaram a andar no começo da noite, Raparigueiros à frente, tocando no trio sertanejo, funk, rock e música eletrônica.

O público brasiliense compareceu em peso, e a expectativa dos organizadores, no início da festa, era reunir mais de 250 mil pessoas. Na concetração, o público estimado, pelos organizadores era de 65 mil. A Polícia Militar, no entanto, divulgou, antes das 21h, a estimativa de que os dois blocos reuniam juntos 70 mil pessoas.
Entre as mulheres, predominavam fantasias de Mulher Maravilha e as tradicionais tiaras, de onça, coelho, gato e unicórnio. Os homens apostavam mais em camisas de futebol, de policiais, ou marinheiros.
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Preocupação com a segurança


A esteticista Sandra Oliveira, 40 anos, moradora de Santa Maria, curtia o Raparigueiros com a amiga Elis Marina de Lima, 28, secretária executiva. A escolha do local, o Eixo Monumental, agradou a dupla. "É mais seguro. A organização está nota 10", comemorou Sandra. "As pessoas bagunçam a festa quando vai chegando mais tarde da noite. Mas a festa é muito boa", completou Elis. Na edição de domingo, o bloco registro brigas e até mesmo ferimentos a faca.
As estudantes Rafaela Ingrid e Kelly Cristina, ambas de 17 anos, também tinham boa expectativa. As duas saíram de Planaltina e esperavam dançar muito. "O carnaval foi perfeito, e esperamos um ótimo desfecho com o bloco", elogiou Kelly. As brigas e demais conflitos que eventualmente ocorrem preocupam as duas, que planejavam ir embora antes de anoitecer, apesar de reconhecerem que o policiamento está mais reforçado este ano.

Segundo o diretor-fundador do Raparigueiros, Jean de Sousa Costa, a organização foi a cinco reuniões com representantes das Secretarias de Cultura e de Segurança Pública para definir o novo trajeto e o sistema de segurança e lazer. Além disso, asseguraram o reforço do policiamento junto à Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar.

"Contratamos, ainda, 250 profissionais para assegurar a segurança no perímetro do bloco, entre cordeiros e seguranças", afirmou. O evento conta com duas brigadas dos bombeiros, além de duas UTIs móveis. "O fortalecimento do esquema de segurança se deve ao nosso planejamento organizado e antecipado", ressaltou.

Funk e Pabbllo Vittar


Do lado do Baratona, o estudante César Oliveira, 18 anos, dançava funk com a amiga Kevila Maria Silva, 18. Enfrentar o ônibus lotado não foi empecilho para a dupla, moradora do Gama. "Esse é o bloco mais animado de Brasília. Toca de tudo no trio, o que o torna ainda melhor. Mas gostamos mesmo é de funk. Vim aqui ouvir e dançar as músicas do MC Kevinho", disse César. Já Kevila, apesar de gostar de funk, manifestou paixão por outro artista. "As músicas da Pabllo Vittar são animadas e ótimas para dançar. Espero que toquem várias vezes", torcia.

Quando o bloco começou a se mover, houve alguns princípios de briga, mas a organização avisava a Polícia Militar que logo intervinha. O público também vaiava os briguentos.
O diretor da Baratona, Victor Hugo, o DJ Hugo BSB, fez questão de enfatizar o sucesso do bloco. "Já existe há 40 anos. Começamos com 300 pessoas. Hoje nós arrastamos milheres pelo Eixo Monumental. Brasília também tem carnaval, é isso que queremos mostrar", disse.