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Correio Braziliense

Enquanto aguardam o Domingo de Ramos, 148 igrejas recebem visitantes no DF

Momento é de refletir, rezar ou simplesmente visitar e usufruir da beleza arquitetônica e da sensação de paz


postado em 25/02/2018 08:00

Catedral Metropolitana de Brasília(foto: Breno Fortes/CB/D.A Press)
Catedral Metropolitana de Brasília (foto: Breno Fortes/CB/D.A Press)

Do sonho de Dom Bosco à construção da Catedral, da Igrejinha da Asa Sul às diversas igrejas espalhadas por todas as regiões administrativas do Distrito Federal, Brasília tem sua identidade ligada à fé. A capital é um vasto terreno para quem quer manifestar a espiritualidade na quaresma, com opções que incluem de pequenas capelas a templos suntuosos, sempre cheios de história. 

Impossível não destacar a Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, que marca o coração da cidade, na Esplanada dos Ministérios. Ícone da moderna arquitetura que Oscar Niemeyer deixou de herança na capital, a igreja atrai gente de todas as crenças — 1,5 mil a 2 mil pessoas, nos dias de semana. Aos sábados e domingos, o número chega a 3 mil por dia, segundo o pároco e coordenador de comunicação da catedral, padre João Firmino.

No Plano Piloto, outros espaços católicos com status de ponto turístico são o Santuário Dom Bosco, na 702 Sul, com seu famoso lustre e vitrais azuis, a Igrejinha Nossa Senhora de Fátima, na 107/108 Sul — conhecida pelos azulejos de Athos Bulcão e pelo original formato que lhe rendeu o apelido de chapéu de freira —, e a Catedral Militar Rainha da Paz, no Eixo Monumental.
“Brasília é a capital de fé. Até por isso somos convidados a conviver uns com os outros. O surgimento se dá pelo sonho de Dom Bosco”, afirma padre Firmino. A capital, para ele, se tornou um lugar onde as pessoas vivenciam e buscam o crescimento na fé. “Conseguem ver que não é só uma capital política, que aqui tem vida, e isso se manifesta também no conjunto de sua arquitetura, levando à busca do sagrado.”

No DF, são 148 paróquias, algumas com até seis capelas. Com tanta variedade e uma vocação para agregar pessoas de tantos lugares diferentes, a cidade atrai também pelos espaços religiosos. “Muitos acabam fazendo esse turismo religioso”, diz padre Firmino. “E tem crescido a quantidade dessas visitas.”

O padre aponta os espaços preferidos dos fiéis para os momentos de reflexão, oração, adoração e formação, especialmente no período da quaresma. “Temos a Igrejinha, a Ermida, que tem um local com a imagem de Dom Bosco, a Praça do Cruzeiro, onde foi realizada a primeira missa. A cruz original não está lá, foi para a catedral, mas temos ali uma réplica.”

“Temos, também, a Igreja Nossa Senhora de Guadalupe, na 311/312 Sul, o Santuário São Francisco, na 915 Norte, a Nossa Senhora de Fátima”, lista o padre. Em Brazlândia, o destaque é para o Santuário Menino Jesus de Praga — o segundo maior templo católico do país, com capacidade para 15 mil pessoas. E, em Planaltina, o Morro da Capelinha, que atrai fiéis de todos os cantos, principalmente, durante a quaresma. 

Olhar especial


Com tantos espaços de religiosidade, muita gente costuma frequentar diversos deles para manifestar sua fé. Como o casal de noivos Ludmila Alvim Gomes Pinho e Tiago Veronesi Giacone, de 24 anos. Moradores do Guará, onde frequentam a paróquia Maria Imaculada, eles também vão às missas na Nossa Senhora de Guadalupe e São Judas Tadeu, na Asa Sul.

“Já morei em São Paulo, Goiás e Paraná, mas, em Brasília, a espiritualidade me chamou a atenção. As pessoas aqui têm mais grupos, são mais atraídas porque têm um pouco de cada congregação”, compara Tiago. Ele também cita o sonho de Dom Bosco sobre a terra que jorraria leite e mel. “É um santo místico. Acho que Deus olha pra cá com olhar especial.”

Tiago é servidor público e vê Brasília como uma cidade de pessoas batalhadoras, com histórias de sofrimentos e lutas. “Acho que, por isso, o povo se abre ao transcendente.” Ludmila, que é farmacêutica, diz que a capital tem muitos locais para retiros espirituais e formação religiosa. Um de seus preferidos é o Mosteiro de São Bento, no Lago Sul. “É meio que escondido, silencioso, bom para meditação e oração.”

A maquiadora Racquel de Castro Sanches, 24, aponta a Catedral e o Santuário Dom Bosco como pontos que não se pode deixar de conhecer. E dá outras opções. “Eu frequento a missa tridentina, com rito em latim, no Jardim Botânico. Lá, é possível um momento mais profundo de oração. Também frequento a da Estrutural (Paróquia Nossa Senhora do Encontro com Deus), porque lá tem o Padre Miguel (Angel Diaz Melendez) e as obras de caridade.”

A missa tridentina recebe este nome em referência ao Concílio de Trento, realizado entre 1545 e 1563, que unificou a liturgia da Igreja Católica no Ocidente. O rito esteve em uso até a reforma do Concílio Vaticano II, em 1962. 

Penitência e caridade

Na fé cristã, o período da quaresma é a preparação para celebrar a ressurreição de Cristo, o salvador. O momento, segundo padre Firmino, se firma em três pontos cruciais: a oração, a penitência e caridade. O tempo é propício para a reflexão e a mudança de atitude, afirma. As ações devem ser sempre pensando no outro, no irmão. É também um momento de refletir sobre a tolerância ao diferente, diz ele. “Temos nossa individualidade, mas, além dos nossos direitos, há os nossos deveres.”


Momento de paz
Confira algumas das paróquias mais visitadas. A lista completa você encontra no site http://www.arquidiocesedebrasilia.org.br

Catedral Metropolitana de Brasília
Esplanada dos Ministérios. Informações: 61 3244-4073

Santuário Dom Bosco 
SEPS 702 Bl. B. Informações: 3223-6542/3323-5562

Igrejinha Nossa Senhora de Fátima 
Entrequadra  307/308 Sul. Informações: 3443-2869/3244-1197

Santuário São Francisco de Assis
SGAN 915, Asa Norte. Informações: 3447-7039

Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Pompéia
Rua da Igreja, Acampamento DFL, Vila Planalto. Informações: 3306-3666
 
 

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