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Correio Braziliense

Moradora de condomínio no Lago Norte sobe no telhado para evitar derrubada

A ação ocorreu no Condomínio Privê 2, no Lago Norte. Uma das moradoras alega ter documentação que comprova que ela é dona do terreno, mas Agefis e Terracap não confirmam a informação


postado em 26/02/2018 16:11 / atualizado em 26/02/2018 16:28

(foto: Divulgação)
(foto: Divulgação)
Ação da Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis) derrubou três casas no Condomínio Privê 2, no Lago Norte, na manhã desta segunda-feira (26/2), a pedido da Terracap. De acordo com as estatais, as construções ocorreram durante o carnaval deste ano e são irregulares.
 
A advogada Cassia Costa, 60 anos, proprietária de uma das residências, subiu no telhado para impedir a derrubada, ela diz ser dona do terreno desde 2005. "Construí a minha residência no ano passado e tenho morado aqui, porque não tenho condições de pagar aluguel. Eu estava em contato com a Terracap, para evitar a derrubada, tinha conseguido uma liminar para impedir a ação, mas não respeitaram", afirma.
 
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(foto: Divulgação )
 
A assessoria da Agefis esclareceu, por telefone, que, por se tratar de edificações em áreas públicas, não há a obrigação legal de comunicar a derrubada. Informou ainda que a liminiar expedida em nome de Cassia seria para receber a notificação antes da ação, o que aconteceu em 16 de fevereiro. 

Por meio de nota, a Terracap cofirmou que as construções na região são irregulares, e que "foram tomadas as medidas cabíveis em conjunto com a Agefis". A pasta também alegou que nenhuma documentação que comprovasse a posse das terras foi apresentada pelas pessoas que moravam na região e que a área sequer foi licitada.
 
Sobre o possível acordo com Cassia Costa, até a última atualização desta reportagem a estatal informou não ter encontrado nenhuma documentação que comprovasse a medida. 
 
Apesar da resistência dos demais moradores, a Agefis finalizou a operação de derrubada por volta das 14h. O órgão também informou que as construções mais antigas da região serão tratadas de outra forma. As ações não foram explicadas pela pasta.

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