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Correio Braziliense

PMs cercam delegacia após desentendimento com agentes em Taguatinga

Caso aconteceu na madrugada desta terça-feira (27/2), após um sargento se negar a encaminhar um motorista alcoolizado, que estava ferido, ao Hospital Regional de Taguatinga


postado em 27/02/2018 10:45 / atualizado em 27/02/2018 18:33

Mais de 10 viaturas da Polícia Militar com aproximadamente 50 policiais se reuniram na 12ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Centro), na madrugada desta terça-feira (27/2), após desententimento entre as duas corporações a respeito dos procedimentos a serem adotados na autuação de um motorista acusado de dirigir alcoolizado. 

Segundo informações da Polícia Civil, a desavença começou após um sargento se negar a levar o condutor, que apresentava um ferimento, ao Hospital Regional de Taguatinga (HRT). A alegação é de que o homem poderia se machucar ainda mais se colocado no cubículo do veículo oficial. O delegado de plantão encarou o caso como omissão de socorro, desacato e desobediência. A PM nega que o homem estivesse lesionado.
 
Militares atenderam à ocorrência de embriaguez ao volante na Rua 4 da Colônia Agrícola Vicente Pires. O homem, de 41 anos, realizou o teste do bafômetro, que apontou 0,8 mg de álcool por litro de ar expelido pelos pulmões, o que configura crime. Encaminhado à delegacia, os agentes notaram que o motorista estava ferido na coxa e, por isso, precisava de atendimento médico. Diante da negativa do sargento de levá-lo ao HRT na viatura policial, segundo a PCDF, o homem teve de ser atendido pelo Corpo de Bombeiros e, posteriormente, levado ao hospital.
 
A delegacia entrou em contato com a Central Integrada de Atendimento e Despacho (Ciade) solicitando a presença do oficial do dia da PM, dois tenentes e um major, para relatar o caso, mas, ainda de acordo com a PCDF, os superiores teriam abonado a conduta do sargento. Foi nesse momento que as viaturas e os demais militares compareceram à unidade policial, que ficou cercada. O grupo só deixou o local depois 3h. Militares envolvidos na ocorrência foram autuados, mas se negaram a assinar o Termo Circunstanciado.
 
Por meio de nota, a Polícia Militar informou que o condutor não estava lesionado e, portanto, acabou encaminhado diretamente à delegacia. Contudo, frisou que, caso haja feridos, o Corpo de Bombeiros é acionado. Ainda, alegou que “já estando sob custódia da Polícia Civil, cabe àquela qualquer tipo de condução ou providências relativas ao custodiado, no caso, o motorista”. 

A Secretaria de Segurança Pública e da Paz Social se manifestou por meio de nota e defendeu que "apesar dos estresses inerentes à atividade policial, situação como a verificada nesta madrugada é excepcional e não representa a relação profissional que se estabelece diariamente entre as polícias". 

A pasta garantiu ainda que está verificando o ocorrido, a fim de adotar as medidas cabíveis para sanar os problemas entre as duas corporações e, se necessário, as partes serão responsabilizadas pelo ocorrido.

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