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Correio Braziliense

Morador do DF contrai febre amarela na Granja do Torto, diz Saúde

O caso ocorreu em janeiro, mas as autoridades sanitárias só divulgaram as informações nesta terça-feira (27/2)


postado em 27/02/2018 20:53 / atualizado em 27/02/2018 21:43

(foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
 
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal divulgou, nesta terça-feira (27/2), que um homem, de idade não informada, contraiu o vírus da febre amarela na Granja do Torto. Esta é a quarta pessoa contaminada pela doença na capital federal desde o ano passado, e o segundo caso confirmado de infecção nos limites do DF. Em dezembro de 2017, um morador do Sudoeste contraiu a doença no Jardim Botânico e acabou morrendo. Ainda há dois pacientes em investigação.
 
Segundo a pasta, o homem adoeceu em janeiro, mas o registro só foi divulgado nesta terça. "O paciente relatou o início dos sintomas entre os dias 8 e 10 de janeiro. Além disso, ele não se deslocou para fora do Distrito Federal nos 15 dias que antecederam o início dos sintomas", destaca a pasta, em nota. O homem recebeu o tratamento adequado e conseguiu ficar curado da doença. 
 
Três exames no Laboratório Central (Lacen) e amostras enviadas ao Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, comprovaram a enfermidade. Em todos os testes o resultado foi positivo para febre amarela.

A Vigilância Ambiental promoveu ações na Granja do Torto, como identificação e eliminação de focos de mosquito, verificação da existência de circulação de primatas não humanos e fez uso de fumacê, em três ciclos, à época da notificação.
  
No ano passado, foram investigados 86 casos suspeitos de febre amarela em moradores do DF. Destes, 83 foram descartados. Três foram confirmados e evoluíram a óbito. Das confirmações, apenas um foi autóctone, ou seja, a doença foi contraída na capital.
 
Em 2000, houve o surto mais grave de febre amarela no Distrito Federal, com 40 registros. Em 2008, 13 pessoas adoeceram. 

 
Imunização 

 
A Vigilância Epidemiológica destaca que 86% da população está vacinada. Somente no ano passado, segundo dados preliminares, mais de 207 mil pessoas tomaram o imunobiológico. 
 
Na última década, 245 pessoas tiveram suspeita de febre amarela no DF — recuo de 8,5% em relação à década anterior, quando ocorreram 268 infecções. No mesmo recorte de tempo, a vacina ficou mais popular. Cerca de 2,4 milhões de habitantes receberam doses do imunobiológico entre 1997 e 2006. O número subiu para 2,8 milhões entre 2007 e 2016. Alta de 15%.  
 
As primeiras manifestações da febre amarela são febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos. A manifestação mais grave do mal compromete fígado e rins, provoca icterícia (olhos e peles amarelados), sangramentos e queda de pressão arterial. 
 
Não há medicamentos específicos. Analgésicos são usados para controlar a dor e soro para manter a hidratação. As fêmeas dos mosquitos Haemagogus e Sabethes são as transmissoras na área rural. Na cidade, o Aedes aegypti (o mesmo da dengue, da zika e da chicungunha) é o vetor. 

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