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Correio Braziliense

Policial Civil que tentou matar ex é condenada 12 anos de prisão

Ataque teria ocorrido "em virtude de a acusada não se conformar com o fim do relacionamento amoroso que mantinha com a vítima"


postado em 27/02/2018 23:12 / atualizado em 27/02/2018 23:13

(foto: Maurenilson Freire/CB/D.A Press)
(foto: Maurenilson Freire/CB/D.A Press)

O Tribunal do Júri de Brasília condenou a policial civil aposentada Paula de Carvalho Baptista pela tentativa de assassinato do ex companheiro Carlos Augusto Conforte. A acusada terá que cumprir 12 anos e 6 meses de prisão, em regime inicialmente fechado.
 
Em sessão iniciada na segunda-feira (26/2) e finalizada nesta terça (27/2), Paula é sentenciada por tentativa de homicídio qualificado por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima, previsto no art. 121, § 2º, I e IV, c/c art. 14, II, ambos do Código Penal.
 
De acordo com as investigações, a policial teria atirado contra Carlos, entre as quadras 108 e 308, na Asa Sul. O crime aconteceu por volta das 21h20, em 25 de julho de 2015 e, de acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT),  teria ocorrido "em virtude de a acusada não se conformar com o fim do relacionamento amoroso que mantinha com a vítima". Carlos Augusto foi atingido nas costas, no queixo e no abdômen e passou por 10 cirurgias, perdendo, à época, 42kg.
 
Paula tentou fugir após o crime, mas foi presa logo em seguida. Em janeiro de 2016, o então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowiski, concedeu prisão domiciliar a Paula depois de a defesa entrar com habeas corpus no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), alegando questões de saúde. A defesa da suspeita pode recorrer, na tentativa de fazer com que Paula cumpra parte da pena em liberdade.

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