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Correio Braziliense

Assassinato em frente a escola choca professores e pais em Ceilândia

Crime aconteceu no horário de saída dos alunos. Pais, funcionários e militares tiveram de fazer um cordão humano para impedir que as crianças vissem o corpo


postado em 28/02/2018 18:20 / atualizado em 28/02/2018 20:06

Vilmar Souza Almeida, 42 anos, foi morto a tiros, em frente a uma escola de Ceilândia Sul(foto: Antônio Cunha/CB/D.A. Press)
Vilmar Souza Almeida, 42 anos, foi morto a tiros, em frente a uma escola de Ceilândia Sul (foto: Antônio Cunha/CB/D.A. Press)


Um homem, identificado como Vilmar Souza Almeida, 42 anos, foi morto a tiros, em Ceilândia Sul, próximo à Escola Caic Bernardo Sayão, na QNN 28. Segundo informações da Polícia Civil, era por volta de meio-dia quando um suspeito se aproximou da vítima, efetuou os disparos e foi embora correndo do local. A 23ª Delegacia de Polícia (P Sul) investiga o caso e procura o suspeito.
 
A diretora da unidade escolar, Neuza Maria da Silva, 58, conta que os alunos, que têm de 4 a 12 anos, ficaram desesperados com o barulho dos tiros. O crime aconteceu minutos antes de as crianças serem liberadas. "Eu tive de fechar o portão para ninguém sair, mas os meninos ficaram preocupados, achando que poderia ser algum pai. Toda a situação é problemática, sobretudo por ter sido em frente à escola. Poderia acontecer uma tragédia maior se uma criança passasse naquele momento", observa.

No momento da saída, pais, funcionários e policiais militares fizeram um "cordão humano", a fim de impedir que os estudantes vissem o corpo, que só foi retirado do local às 16h15, quando a perícia terminou.
 
Segundo uma professora que pediu para não ter o nome divulgado, a área é conhecida pelo perigo. "Aqui é muito tenso, quando o assassinato aconteceu, só o que nos separava era uma parede. Isso deu muito medo em todos nós. Recentemente, por exemplo, teve um assalto a mão armada aqui. Um pai e o filho, que é nosso aluno, ficaram de mãos atadas em frente à escola", relata. 
 
O crime não chocou apenas os funcionários e estudantes da escola. A mulher de Vilmar, que não quis se identificar, ficou abalada com o ocorrido. Para ela, a situação ainda não tem explicação. "Sinceramente, não sei o que ele veio fazer aqui (no local do crime), mas tenho certeza que não veio buscar alguém. Não consigo entender ainda o que aconteceu, só quero uma resposta para tudo isso", diz.

De acordo com o delegado-chefe da 23ª DP, Victor Dan, a equipe de investigação está na rua para checar as informações sobre o crime. "Ainda não podemos afirmar nada, o que posso dizer é que todas as diligências serão realizadas. Iremos confirmar se o autor do crime estava a pé ou de carro, além de averiguarmos novos elementos", frisa. O delegado afirmou, no entanto, que a vítima tinha passagens pela polícia. 
 
* Estagiárias sob supervisão de Mariana Niederauer 
 
 

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