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Correio Braziliense

Morre, aos 88 anos, Nita Varela, viúva de Cid Varela

Enterro será nesta sexta-feira (2/3), a partir das 17h, no Cemitério Campo da Esperança


postado em 01/03/2018 20:59 / atualizado em 02/03/2018 12:26

Juntos, Nita e Edilson Cid Varela se mudaram para Brasília para a fundação do jornal e da TV Brasília(foto: Arquivo Pessoal)
Juntos, Nita e Edilson Cid Varela se mudaram para Brasília para a fundação do jornal e da TV Brasília (foto: Arquivo Pessoal)
 
Mulher culta, de valores e cheia de amigos. Assim era vista Nita Varela pelos que a conheciam. Aos 88 anos, a viúva de Edilson Cid Varela, um dos fundadores do Correio Braziliense, morreu nesta quinta-feira (1/3), após dois meses internada em razão de uma pneumonia. 
 
Na década de 1950, Nita deixou o país de origem, Portugal, para tentar a vida no Brasil. Aqui, conheceu Cid Varela, com quem se casou. Em 1959, mudou-se do Rio de Janeiro para Brasília, acompanhando o marido que, a pedido de Assis Chateaubriand — criador do grupo Diários Associados —, veio fundar o jornal e instalar a TV Brasília
  
Sempre ao lado de Cid Varela, Nita também se tornou uma figura conhecida na capital. Após a morte do marido, em 3 de junho de 1990, continuou morando na casa que construíram juntos, no Lago Sul. Trocou as grandes festas que ela e Cid costumavam dar no local para encontros mais reservados, mas sempre recebendo os mais próximos. 
 
A elegância, delicadeza e valorização dos amigos e familiares eram traços marcantes da portuguesa, que se considerava também brasileira e nunca deixou o país para morar em outro lugar. Por outro lado, era uma
amante das viagens e aproveitava cada oportunidade para visitar Nova Iorque e Paris, seus destinos favoritos. Fora de casa ou não, levava consigo sempre um livro na mão. Todo dia, pela manhã, também se ocupava lendo as notícias. 
 

Dedicação aos amigos 

 
Tempo para passar com os amigos também era prioridade para Nita. "A gente estava sempre juntas.  Ela era amiga e uma irmã para mim. Uma amizade verdadeira, pessoa maravilhosa, fina. Vai deixar muita saudade", descreve a concunhada Celeste Varela. 
 
O sobrinho e afilhado de Nita, Felipe Varela, se recorda com emoção dos momentos em que passou com a tia. "Sempre saíamos para jantar, assistir a filmes, viajar. Ela era uma companhia extraordinária. Mulher de muitos amigos, valores, sempre correta e discreta. Teve uma vida maravilhosa. Que fiquem agora as boas lembranças", homenageou. 
 
O velório de Nita Varela começa às 14h30 desta sexta-feira (2/3), na capela 6 do Cemitério Campo da Esperança. O corpo será sepultado às 17h30, no mesmo cemitério.

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