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Correio Braziliense

Ministério da Saúde investiga 20 casos suspeitos de febre amarela no DF

Dados foram divulgados nesta quinta-feira (1º/3). DF e Goiás centralizam as infecções no Centro-Oeste


postado em 01/03/2018 21:18 / atualizado em 01/03/2018 22:37

A Vigilância Epidemiológica destaca que 86% da população do DF está vacinada(foto: Arthur Menescal/Esp. CB/DAPress)
A Vigilância Epidemiológica destaca que 86% da população do DF está vacinada (foto: Arthur Menescal/Esp. CB/DAPress)


O Ministério da Saúde divulgou, nesta quinta-feira (1º/3), uma nova atualização sobre os casos de febre amarela. Na capital federal, são 20 casos em investigação, segundo informações da autarquia federal, que compreende o período de 1º de julho de 2017 a 28 de fevereiro deste ano. 

No DF, de acordo com os dados do Ministério da Saúde foram notificados 40 casos suspeitos da doença. Metade foi descartada. Em dezembro de 2017, um morador do Sudoeste morreu com a doença.
 
 
Diferente do Ministério da Saúde, que considera os relados desde o início do surto, as autoridades sanitárias do DF contabilizam somente os números de 2018. O boletim epidemiológico mais recente da Secretaria de Saúde foi publicado em 28 de fevereiro.  
 
A Vigilância Epidemiológica destaca que 86% da população do DF está vacinada. Somente no ano passado, segundo dados preliminares, mais de 207 mil pessoas tomaram o imunobiológico.  

Na última terça-feira (27/2), a Secretaria de Saúde informou que um homem pegou febre amarela na Granja do Torto. Este é o quarto caso confirmado na capital federal, de acordo com dados da pasta, desde o ano passado, e o segundo em que a doença foi contraída no DF. O primeiro em 2018. 

Apesar de o contágio ter ocorrido em janeiro, a pasta só divulgou as informações na terça-feira. Três exames no Laboratório Central (Lacen) comprovaram a doença. O homem se curou. Ele não teria saído do DF nos 15 dias que antecederam o início dos sintomas.

No ano passado, foram investigados 86 casos suspeitos de febre amarela em moradores do DF. Destes, três foram confirmados e evoluíram para óbito. Das confirmações, apenas um foi autóctone, ou seja, a doença foi contraída na capital. 

Em 2000, houve o surto mais grave de febre amarela no Distrito Federal, com 40 registros. Em 2008, 13 pessoas adoeceram.
 

Situação no Centro-Oeste 


Em Goiás, o Ministério da Saúde também investiga 20 casos suspeitos de febre amarela. No estado vizinho, 42 notificações foram registradas pelas autoridades sanitárias. Nenhum paciente recebeu o diagnóstico positivo até o momento. 

O DF e Goiás centralizam os casos da doença no Centro-Oeste. Mato Grosso do Sul registrou sete casos suspeitos. Duas pessoas ainda passam por exames para descartar a infecção. Mato Grosso notificou um caso que foi descartado. 
 

Sintomas 


Os sintomas da doença são febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos. A manifestação mais grave do mal compromete fígado e rins, provoca icterícia (olhos e peles amarelados), sangramentos e queda de pressão arterial. 

As fêmeas dos mosquitos Haemagogus e Sabethes são as transmissoras na área rural. Na cidade, o Aedes aegypti (o mesmo da dengue, da zika e da chicungunha) é o vetor.
 

Cinco doenças matam macacos

 
A Universidade de Brasília (UnB) concluiu que 79 dos 83 macacos encontrados mortos no Distrito Federal e em Goiás não foram vítimas de febre amarela. Em 38 dos casos, os especialistas descobriram que os animais morreram de, pelo menos, cinco doenças.

As informações são do Laboratório Regional de Diagnóstico para Febre Amarela em Primatas não Humanos, sediado no Hospital Veterinário de Pequenos Animais da UnB. Os primeiros laudos mostram que os animais vieram a óbito por conta de parasitas, toxoplasmose transmitida por gatos, pneumonia e infecções. 

Há, ainda, mortes por choques elétricos, traumatismos e complicações no parto. Do total, oitos macacos tiveram a causa da morte indeterminada. Quatro ainda devem passar por análise laboratorial. 

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