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Correio Braziliense

Preso por esquema de bebida falsa é assessor de Agaciel Maia

Rivieliton Gomes de Araújo também é acusado de matar um ex-empregado


postado em 03/03/2018 19:50 / atualizado em 03/03/2018 20:36

Esquema incluía a venda de bebidas falsas(foto: PCDF/Divulgação )
Esquema incluía a venda de bebidas falsas (foto: PCDF/Divulgação )

 
Preso por participar de um esquema de adulteração de bebidas e pela acusação de matar um ex-empregado, o empresário Rivieliton Gomes de Araújo é servidor comissionado do deputado distrital Agaciel Maia (PR). Irmão de Rivieliton, Rivanildo Gomes de Araújo também foi preso. 
 
Na sexta-feira, a Polícia Civil prendeu os dois proprietários de uma casa de eventos no Incra 7, em Ceilândia Norte. Segundo a PCDF, o assassinato provavelmente tinha o intuito de esconder uma série de crimes que os irmãos cometiam, incluindo falsificação de bebidas. 
 
A investigação do assassinato, segundo informações da 18ª Delegacia de Polícia (Brazlândia), acabou revelando detalhes que ajudaram a desbaratar o amplo esquema criminoso liderado pelos irmãos. 
 
Segundo a Polícia Civil, a vítima do assassinato, Ulisses Pinto Coelho, era ex-presidiário e um dos laranjas no esquema de adulteração de bebidas. Ele morava na casa de eventos e tinha problemas de alcoolismo.  
 
Segundo o delegado-chefe da 18ª Delegacia de Polícia (Brazlândia), Adval Cardoso de Matos, os criminosos informaram, durante depoimento, que a ação ocorria havia sete meses. "Eles mantinham um seguro de vida no nome do Ulisses de R$ 100 mil. Empresas também estavam a cargo da vítima. A polícia suspeita que tenha sido queima de arquivo, medo do então funcionário falar alguma coisa", explicou Matos.
 
Lucro de R$ 1 milhão 
 
Os donos do terreno onde funcionava a casa de shows lucravam, em média, quase R$ 1 milhão por mês com o esquema. As bebidas eram compradas em regiões da Bahia e da Paraíba. Os suspeitos ainda acrescentavam uma substância ao produto, que ainda vai ser analisada pelos peritos.
 
Caso condenados, os suspeitos podem responder por crime tributário, porte de arma, crimes contra o consumo e associação criminosa. Eles estão à disposição da Justiça na 18ª DP. 
 
Exoneração
 
À TV Globo, o deputado distrital Agaciel Maia disse que o servidor será exonerado. "A demissão é automática e será assinada pela Presidência da Casa", afirmou.

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