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Correio Braziliense

Voluntários aproveitam para praticar inglês no Fórum Mundial da Água

Para cerca de 200 alunos do Centro Interescolar de Línguas, será a oportunidade ideal para aprender sobre o recurso hídrico e, claro, colocar em prática os conhecimentos de idiomas


postado em 05/03/2018 06:00 / atualizado em 05/03/2018 02:05

Emanuelly Pinheiro, 17, pretende colocar em prática o que aprendeu em sala de aula(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
Emanuelly Pinheiro, 17, pretende colocar em prática o que aprendeu em sala de aula (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

 

 

Para quem aprende um idioma estrangeiro,  conversar com um nativo é a chance perfeita para praticar e desenvolver habilidades linguísticas. Para 200 alunos de 17 unidades do Centro Interescolar de Línguas (CIL), essa oportunidade está chegando: os jovens poderão conversar com cidadãos de 150 países (incluindo Estados Unidos, Itália, México, Israel e Etiópia). E não precisarão sair do Brasil para isso. Os estudantes trabalharão como voluntários do 8º Fórum Mundial da Água, que ocorrerá entre 18 e 23 de março, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães e no Estádio Mané Garrincha. Completam a equipe 20 professores dos CILs, que participarão como monitores. Os jovens terão acesso às áreas das palestras no Ulysses Guimarães, e da Vila Cidadã, no Garrincha. Nos locais, auxiliarão os estrangeiros em assuntos gerais e cotidianos, tirando dúvidas sobre o evento e sobre a cidade.

Para os alunos, que receberão alimentação, o voluntariado será um diferencial no currículo. Cada um contribuirá para a organização do evento no contraturno das aulas escolares ou universitárias. A vice-presidente do CIL de Taguatinga, Rênia Antero, explicou que os alunos estão passando por treinamento para saberem como se portar durante a programação. “As palestras (sobre temas como estereótipos e etiquetas) ocorrem sempre que fazemos voluntariado em eventos, como fizemos na Copa do Mundo. É importante para que os meninos não cometam gafes”, explica. Emanuelly Pinheiro, 17 anos, terminou o ensino médio e almeja estudar direito. Para ela, que fala inglês e francês, o tema do fórum é importante para o contexto do Distrito Federal. 

“O evento é uma oportunidade de conscientizar mais pessoas sobre a importância da preservação da água, especialmente pela situação da cidade, que pede socorro, com o racionamento. Como voluntária, poderei colocar em prática tudo o que estudei na sala de aula”, destaca a moradora de Ceilândia, cidade onde faz curso de idiomas e vive com os pais e dois irmãos mais novos.


A estudante do 2º ano do ensino médio Larissa Souza, 16, mora em Samambaia Sul com os pais e a irmã caçula. Ela será voluntária de inglês — idioma que cursa na instituição de Taguatinga — e acredita que a experiência é inovadora. “É uma oportunidade de mostrarmos para as outras nações que a juventude brasileira está evoluindo e busca capacitação por meio do estudo de outras línguas. Para mim, ser escolhida foi um privilégio, por isso, aproveitarei ao máximo essa chance”, afirma a adolescente, que sonha em se tornar jornalista. A jovem humanista Luiza Rafael Vasconcelos, 15, mora em Taguatinga Sul com a mãe e também está animada para o evento. “Quero cursar direito ou relações internacionais para lutar pelos direitos dos menos favorecidos socialmente. Então, participar do fórum me ajudará a entender sobre o problema mundial dos recursos hídricos, que são fartos, mas mal distribuídos. Se não formos conscientes, em longo prazo, poderemos ficar sem água potável”, aponta a voluntária de inglês e francês.


Aos 17 anos, Jefferson Nicácio sonha em se tornar professor. Para ele, que é apaixonado por música estrangeira, a vontade de aprender outros idiomas foi natural, por isso, buscou o CIL de Taguatinga. A escola de línguas não é o único espaço em que ele tem contato com esse tipo de conhecimento: Jefferson ingressou no curso de letras-inglês da Universidade Paulista (Unip) com bolsa de 70%. Ele é o primeiro na família a estudar outros idiomas e será voluntário de inglês e espanhol no evento. “Estou ansioso para poder ter esse contato com pessoas de outros países porque, assim, poderei aprender as peculiaridades da língua, como sotaques e expressões que não estudamos na escola. O que eu quero é aprender muito e, depois, colocar em prática”, ressalta o morador do Riacho Fundo 1, onde vive com a mãe, o padrasto e uma irmã mais nova.

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