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Correio Braziliense

Greve dos vigilantes fecha parques nesta segunda; categoria faz assembleia

A categoria pede reajuste salarial de 3,10% e aumento de 6,8% no auxílio-alimentação


postado em 05/03/2018 12:30 / atualizado em 05/03/2018 14:43

O Parque Olhos D'Água mantém um dos portões abertos nesta segunda-feira(foto: Mary Leal/Divulgação)
O Parque Olhos D'Água mantém um dos portões abertos nesta segunda-feira (foto: Mary Leal/Divulgação)

 
Parques públicos estão fechados nesta segunda-feira, com raras exceções, como o Parque Olhos D’Água, na Asa Norte, por causa da greve dos vigilantes, que fazem, nesta segunda-feira (5/2), às 19h30, mais uma assembleia para discutir o futuro da paralisação, iniciada na quinta-feira (1º/3).
 
As principais reivindicações dos trabalhadores, que se reunirão no estacionamento do Hotel Nacional, são reajuste salarial de 3,10% e aumento de 6,8% no auxílio-alimentação. A primeira tentativa de acordo aconteceu na sexta-feira (2/3), quando os sindicatos dos empregados (Sindesv) e das empresas de segurança (Sindesp-DF) estiveram frente a frente. Porém, não houve concordância entre as partes

De acordo com o diretor de comunicação do Sindesv, Gilmar Rodrigues, a greve será suspensa apenas se os empresários decidirem acatar o pedido dos funcionários de reajuste. "Não houve nenhum encaminhamento de solicitação de acordo com os patrões. É necessário respeito para com a categoria", explicou o porta-voz. 

Parques 


Por causa da paralisação, parques públicos ficarão fechados nesta segunda-feira em sua quase totalidade. No Parque Olhos D’Água, na Asa Norte, só o portão central foi aberto — as entradas Norte e Sul ficaram fechadas. As atividades serão encerradas às 18h, duas horas antes do normal.
 
A procuradora Gerlena Siqueira, 39 anos, concorda o fechamento parcial dos locais de lazer, mas não com o total. "Reconheço que estão no direito de fazer isso, mas a população frequentadora não deve ser prejudicada. O parque não deve fechar totalmente", opinou a servidora, que frequenta o Olhos D’Água todos os dias. "A sensação de segurança em Brasília é falsa. Tem região aqui de trilha que, quando anoitece, fica uma escuridão sem fim”, completou Gerlena.

No Parque do Bosque, no Sudoeste, frequentadores se surpreenderam com os portões fechados. Esse foi o caso da advogada Patricia Medeiros, 53 anos. Por volta das 10h, ela precisava das barras de musculação para mais um dia de exercício. "Não houve aviso nem nada. E tem muito morador que usa aqui. Acho que estão certos e no direito, mas a população também sai prejudicada", opinou.
  
Procurado, o Instituto Brasília Ambiental (Ibram) informou que os 71 parques e áreas ecológicas cuidadas pelo órgão permaneceriam fechados. Os parques Águas Claras, Bosque do Sudoeste, Asa Sul, Dom Bosco (Lago Sul), Sucupira (Planaltina), Paranoá e Jequitibás (Sobradinho), Areal, Veredinha (Brazlândia), Vivencial do Gama e Lago Norte serão abertos novamente, com reforço do Comando Geral da Polícia Militar do DF (PMDF), nesta terça-feira (6/3).
 
Entretanto, o instituto optou por manter o parque Ezechias Hering, no Guará, fechado por riscos de invasões e o Saburo Onoyama, em Taguatinga, por motivos de manutenção e limpeza. No último fim de semana, 12 parques foram reabertos e tiveram a segurança garantida por PMs, a pedido do Ibram

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