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Correio Braziliense

Quatro pontes e viadutos precisam de reparo, aponta relatório do GDF

Vistoria em 13 espaços foi pedida pelo MPDFT. Não há risco de desabamento, segundo o governo. As pontes do Bragueto, das Garças e Honestino Guimarães têm trincas e infiltrações


postado em 06/03/2018 23:11 / atualizado em 06/03/2018 23:31

Um mês após queda do viaduto do Eixão Sul, relatório sobre condição de outras estruturas é liberado(foto: Wallace Martins/Esp. CB/D.A Press)
Um mês após queda do viaduto do Eixão Sul, relatório sobre condição de outras estruturas é liberado (foto: Wallace Martins/Esp. CB/D.A Press)
 
Apesar de descartar o risco de desabamento ou interdição, o relatório do Governo do Distrito Federal sobre 13 pontes e viadutos da capital, divulgado nesta terça-feira (6/3), aponta que quatro estruturas precisam de intervenção em curto prazo. As construções que apresentaram pequenas trincas e infiltrações, segundo o GDF, são as pontes do Bragueto, das Garças e Honestino Guimarães e também o viaduto sobre a N2, próximo ao Conjunto Nacional.

A vistoria a cargo da Novacap, do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e da Defesa Civil foi feita após solicitação do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT). Os locais listados constam em um relatório de 2013 do Tribunal de Contas do DF, que recomendava a manutenção em 13 construções de Brasília. 

O relatório foi divulgado um mês após a queda do viaduto no Eixão Sul, na altura da Galeria dos Estados. O pavimento estava na lista do TCDF e foi considerado em condição “crítica” pelo documento tornado público nesta terça.

De acordo com o governo, as quatro estruturas em condição “ruim” apresentaram trincas e infiltrações. Os locais receberam nota 2, em uma escala de 1 a 5. De acordo com o governo, os reparos nas obras com baixa avaliação devem ocorrer entre seis meses e um ano e meio.

Segundo o secretário-chefe da Casa Civil do DF, Sérgio Sampaio, a análise dos técnicos foi “conservadora” e “criteriosa, por isso foram aplicados conceitos baixos a construções com apenas parte da estrutura com problema".

“Ao avaliar uma estrutura, ele (técnico) vai dar notas específicas, sem média. A partir de um momento que um elemento tem uma nota ruim, essa nota automaticamente é demandada para toda a estrutura", afirmou.

O coordenador de Operações da Defesa Civil, Sinfrônio Lopes, declarou que o GDF já realiza monitoramento diário, visual ou por sensor, nas pontes e viadutos que constam na lista do TCDF e em outras estruturas de todo o DF.

“Obviamente, esse monitoramento vai resultar em um estudo mais aprofundado e, com base nesse estudo, serão apontados quais serão as intervenções que devem ser feitas no local.”

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