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Correio Braziliense

"Quero justiça", pede avó de menino espancado até a morte em casa

Corpo de Henzo Gabriel da Silva de Oliveira é sepultado no cemitério de Santo Antônio do Descoberto. Acusados do crime, mãe e padrasto têm prisão preventiva decretada


postado em 07/03/2018 06:00 / atualizado em 07/03/2018 11:41

Henzo Gabriel da Silva de Oliveira: agredido e morto dentro de casa(foto: Arquivo Pessoal)
Henzo Gabriel da Silva de Oliveira: agredido e morto dentro de casa (foto: Arquivo Pessoal)
Familiares velaram o corpo de Henzo Gabriel da Silva de Oliveira, 2 anos e 11 meses, entre a noite de terça-feira e a manhã desta quarta-feira (7/3). O corpo do menino, assassinado na casa da família, na Quadra 50 do Setor de Mansões Bitencourt, em Santo Antônio do Descoberto (GO), foi enterrado pela manhã, no cemitério de Santo Antônio do Descoberto.

 

O velório ocorreu na casa do homem que assumiu a paternidade do garoto, Fábio da Silva Pereira, 27, e contou com a presença do pai biológico, José Cristiano do Nascimento, e dos avós maternos e paternos.

 

Mãe de Fábio, Regiane Ribeiro da Silva, 50, cuidou do menino por alguns meses. “Para mim, ele era meu filho. Nunca o tive como neto. Eu quero justiça. Eles arrancaram o meu filho de mim. Mataram-no como se fosse um qualquer, mas era um bebê de 2 anos, inocente, uma criança doce”, lamentou. 

 
Prisão preventiva 

 

A Justiça goiana converteu em preventiva a prisão em flagrante de Luana Alves de Oliveira, 21 anos, e Wesley Messias de Souza, 23. Eles são, respectivamente, mãe e padrasto de  A criança foi espancada na noite de domingo e morreu antes de dar entrada no hospital municipal, na manhã de segunda-feira. Segundo a investigação, o casal agrediu o menino porque ele chorou ao se recusar a dormir na sala.


Durante audiência na Justiça, a advogada dos acusados, Shirlei Rodrigues Sousa Gomes, pediu a liberdade provisória de Wesley e Luana. Ela argumentou que o casal tem “residência fixa, ocupação lícita e não gera nenhum risco para o processo”. “A conversão do flagrante em preventiva geraria uma antecipação da pena, já que a prisão cautelar visa somente a resguardar o processo”, argumentou a defensora.


O promotor do Ministério Público de Goiás André Wagner Melgaço Reis pediu a conversão da prisão em flagrante em preventiva por haver indícios suficientes de autoria, pela gravidade e “como garantia da ordem pública”. Ele frisou, ainda, que o crime foi cometido contra uma criança e dentro do lar.


Na decisão, o juiz do Tribunal de Justiça de Goiás José Augusto de Melo Silva considerou que há risco de os acusados fugirem caso sejam soltos. “Entendo ser necessária a conversão dos flagrantes em preventivas porque o crime, em tese cometido pelos autuados, se reveste de extrema gravidade, pois fora cometido utilizando-se da convivência familiar”, avaliou. Para o magistrado, as características da morte de Henzo levam a crer que Wesley e Luana são perigosos. O casal responde, inicialmente, por homicídio qualificado (motivo torpe).

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