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Correio Braziliense

Quadrilha de tráfico de armas e drogas é presa pela polícia em Ceilândia

Um ex-policial é investigado como o responsável por conseguir armamentos para criminosos, com ajuda de ex-colegas de serviço. Investigações começaram após roubo na QNN 10


postado em 07/03/2018 07:57 / atualizado em 07/03/2018 17:27

Ver galeria . 4 Fotos Ed Alves/CB/D.A Press
(foto: Ed Alves/CB/D.A Press )

Traficantes de armas e drogas são alvo de uma grande operação da Polícia Civil do DF em Ceilândia. Desde o começo da manhã desta quarta-feira (7/3), agentes estão nas ruas da região administrativa. O objetivo é prender suspeitos de integrarem uma associação criminosa especializada nos crimes. A investigação da Operação Paiol é comandada pela 23ª Delegacia de Polícia (P Sul).

 

O principal investigado é um ex-policial militar de Goiás, identificado como Pedro Henrique Freire de Santana. Ele também participou do serviço obrigatório do Exército Brasileiro. A suspeita, segundo os investigadores, é de que ele conseguia os armamentos com ex-colegas de serviço. Até por volta das 8h, 16 pessoas haviam sido presas, sete armas de fogo apreendidas e quatro flagrantes de drogas feitos. 

 

Pedro Henrique foi preso em Samambaia, dentro de casa. No imóvel, os policiais encontraram fardas do Exército Brasileiro de da Polícia Militar de Goiás. De acordo com o delegado responsável pelo caso, Victor Dan, as investigações vão prosseguir para descobrir a origem das armas. "Também há envolvimento de menores, que eram clientes de Pedro. Estamos investigando as outras instituições militares, para saber se as armas vinham de lá", explica.  

 

No total, são 200 investigadores trabalhando na operação. Eles estão na rua desde as 4h30 e percorreram as regiões de Ceilândia, Planaltina e Samambaia. No total, foram apreendidas 70 munições, oito armas, uma dinamite apreendida e mais de 100 aparelhos eletrônicos, na maioria celulares. Além disso, os agentes cumprem 40 mandados, sendo 11 temporários, 21 de busca e apreensão e oito de condução coercitiva. Cada munição chegava a ser vendida por R$ 10, a depender do calibre.  

 

As investigações começaram há quatro meses, após um roubo na QNN 10, em Ceilândia. As armas usadas no assalto foram fornecidas por Pedro, de acordo com a Operação Paiol. Isso levou os investigadores a identificarem o criminoso como suspeito.

 

O ex-policial usava uma barbearia, uma distribuidora de bebidas e uma loja de celulares para camuflar o comercio de armas, munições e produtos roubados, segundo a Polícia Civil.  

 

Os criminosos vão responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, corrupção de menores e tráfico de armas restritivas e não restritivas, além de delitos contra o patrimônio. 

 

 

Crime organizado 

 

A associação criminosa era dividida por setores. Primeiro, Pedro Santana conseguia as armas. Em seguida, vendia ou alugava o armamento e as munições por preços abaixo do mercado e fazia receptação dos produtos roubados com elas, em especial celulares. Os aparelhos eram trocados por mais projéteis.

 

O quarto passo era realizado por outro suspeito, Jefferson dos Santos Gomes. No papel de "gerente" da quadrilha, ele recrutava novos clientes e membros para o grupo. Após a seleção de novas pessoas, eles praticavam diversos crimes e o por fim era feita a venda dos materiais no mercado local, por outro participante.  

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