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Correio Braziliense

Especialistas: racionamento só deve ser suspenso com operação de Corumbá IV

Chuva intensa aumenta expectativa pelo fim do racionamento, que só deve ser suspenso com operação de Corumbá IV. Temporais trazem transtornos à população


postado em 14/03/2018 06:00

(foto: Arquivo Pessoal)
(foto: Arquivo Pessoal)

 
Apesar da continuidade das chuvas e da consequente elevação do nível da água nos principais reservatórios do Distrito Federal, o fim do racionamento só deveria ser decretado quando o Sistema Produtor de Corumbá IV entrar operação ou se os pontos captação atingirem 100% da capacidade. É o que opinam especialistas ouvidos pelo Correio. Eles não acreditam que o atual momento, de recuperação dos reservatórios, seja ideal para encerrar a medida.  Ontem, o Descoberto atingiu 63,5% da sua capacidade e Santa Maria, 45,2%. 

Dentro do governo, há um cuidado para não estipular uma data de encerramento do rodízio de abastecimento. Com o início da corrida eleitoral, o governador Rodrigo Rollemberg afirmou, em discurso no Congresso Nacional do PSB proferido no começo do mês, que espera ter condições de pôr um fim no corte de água ainda neste ano. 

O principal trunfo para isso seria a inauguração de Corumbá IV. A previsão é que entre em operação até 31 de dezembro, mas os operários trabalham para antecipar a obra. 

Para o Sérgio Koide, professor do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade de Brasília (UnB), encerrar o corte de água precocemente não ajudaria na melhora da imagem do governo. “As pessoas entendem que   suspender o racionamento não seria prudente. Acho que a população absorveu essa questão do corte”, avaliou.

Lama e buracos


Ontem, no 13º dia do mês, as chuvas atingiram 180,6 milímetros, volume acima da média histórica para março. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) é que as precipitações continuem intensas até, pelo menos, sexta-feira. Se por um lado a chuva impacta positivamente no volume dos reservatórios, por outro provoca estragos em diferentes partes do DF.

 Vicente Pires é uma das localidades onde a população tem enfrentado dificuldades. Diante de ruas alagadas e cobertas de lama, motoristas reclamam das complicações para se deslocarem por vias sem asfalto, e comerciantes lamentam quedas nas vendas pela dificuldade de acesso aos estabelecimentos.

Os comerciantes locais se queixam  das obras que tiveram início nas ruas 4 e 4C, mas não foram concluídas. Valdecir Nunes, 58, é dono de um mercado na região.  Tiraram o asfalto da frente do meu comércio e disseram que iam duplicar a via. Depois de aterrarem, as chuvas chegaram e as obras foram interrompidas”, detalhou.

Para discutir o término das obras, o secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Antônio Coimbra, participa de reunião com moradores, representantes da comunidade e das empreiteiras hoje, às 18h, na Administração Regional de Vicente Pires.

* Estagiário sob supervisão de Margareth Lourenço (Especial para o Correio)




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