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Correio Braziliense

Sete trabalhadoras rurais passam mal após contato com agrotóxico

Outras nove pessoas que estavam no local precisaram ser encaminhadas ao hospital. Elas correm risco de intoxicação retardada


postado em 14/03/2018 16:19 / atualizado em 14/03/2018 17:36

As vítimas apresentaram tosse, dificuldade respiratória, inchaço nos olhos e face, ânsia de vômito e coceira(foto: CBMDF/Divulgação)
As vítimas apresentaram tosse, dificuldade respiratória, inchaço nos olhos e face, ânsia de vômito e coceira (foto: CBMDF/Divulgação)
 
O Corpo de Bombeiros socorreu sete mulheres em uma plantação de soja na BR-251, no PAD-DF, região entre o Paranoá e Planaltina. As trabalhadoras tiveram ânsia de vômito, dificuldade respiratória, tosse, inchaço nos olhos e na face, além de coceira pelo corpo. Pelo menos três mulheres chegaram a desmaiar e uma outra perdeu a voz.

Quando os socorristas chegaram ao local, constataram que as trabalhadoras tinham sintomas semelhantes. Um ônibus da empresa que realiza o transporte das funcionárias foi usado para levar as vítimas para o Hospital Regional do Paranoá (HRPA).

Outras nove pessoas que trabalhavam no local também foram encaminhadas à unidade de saúde para passar por exames médicos. De acordo com os bombeiros, elas poderiam apresentar uma reação retardada do efeito do agrotóxico, ou seja, os sintomas podem aparecer mais tarde.
 
 
 
Ainda segundo os bombeiros, o inseticida usado na plantação necessita de, no mínimo, 48 horas de descanso e secamento para manuseio. A corporação não soube informar a data de aplicação do produto, mas informa que há indícios de que ele tenha sido o agente causador da intoxicação.  
 
No hospital, nenhum trabalhador quis relatar o que aconteceu. O coordenador da equipe também não quis dar entrevista para esclarecer sobre o agrotóxico usado na lavoura e a data de aplicação. A reportagem do Correio continua tentando contado com a empresa para obter informações.  
 

As vítimas 

Mileide Pereira dos Santos, 31 anos: falta de ar, fraqueza e oscilação da frequência cardíaca;
Mônica Oliveira Meira, 28 anos: falta de ar, fraqueza e coceira na face;
Luciana Fernanda do Carmo, 22 anos: fraqueza e episódios de desmaios;
Islândia de Sousa Nascimento, 26 anos: desmaio e vômito;
Cleidiane Mota, 27 anos: com desmaio e vômito;
Roberta Dias da Silva, 24 anos: vômito e fraqueza;
Andressa Batista, 29 anos: perda da voz e falta de ar

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