Publicidade

Correio Braziliense

Diretora de escola em Taguatinga acusa pai de aluna de agressão

Caso aconteceu na Escola Classe 42, na tarde de terça-feira (13/3). Educadora precisou de atendimento médico e ficará afastada até se recuperar


postado em 14/03/2018 20:53 / atualizado em 14/03/2018 22:12

Rejane Freitas foi medicada e deverá usar um colar cervical enquanto se recupera da lesão na coluna, causada por um empurrão durante o desentendimento(foto: Arquivo pessoal)
Rejane Freitas foi medicada e deverá usar um colar cervical enquanto se recupera da lesão na coluna, causada por um empurrão durante o desentendimento (foto: Arquivo pessoal)
A diretora da Escola Classe 42 de Taguatinga foi agredida após um desentendimento com o pai de uma aluna na tarde de terça-feira (13/3). O caso aconteceu em frente à instituição de ensino e foi registrado na 12ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Centro).
 
O homem, de 30 anos, é pai de uma criança de 6 matriculada no 1º ano do ensino fundamental. Ele foi liberado após prestar depoimento, mas responderá pelos crimes de desacato, ameaça e agressão. A vítima, Rejane Freitas da Rocha, 39, sofreu ferimentos na coluna e recebeu atendimento em um hospital particular de Taguatinga. Ela ficará afastada do colégio até se recuperar.

De acordo com Rejane, o pai chegou à escola "muito transtornado" e pediu para buscar a filha, mas, por não conhecê-lo, a educadora impediu a entrada do homem. "Outras pessoas já haviam barrado a entrada dele. Ele disse que a filha estava doente e, depois, descobrimos que ela não estava. Não deixei entrar porque não sabia qual era a intenção dele", relata.

Outros funcionários da escola chamaram a polícia e os dois envolvidos no caso se dirigiram à delegacia. Rejane recebeu atendimento hospitalar em decorrência de uma suspeita de fissura em uma das vértebras da coluna cervical. "Segurei o portão com muita força para ele não entrar. Ele empurrou, me ameaçou de morte e ameaçou todos que estavam no local. Há algumas crianças aqui que estão sob tutela do Estado e há restrições, por isso não podemos deixar qualquer pessoa entrar", explica a diretora. Ainda segundo ela, até ontem a escola estava sem vigilantes no período diurno.

Segurança


Após o ocorrido, a Regional de Ensino de Taguatinga deslocou dois vigilantes para atender a escola. Segundo Rejane Freitas, cenas de agressão a pais por assaltantes, roubos e discussões entre pais e funcionários são comuns na escola.

O Correio apurou que 34 das 65 escolas públicas de Taguatinga não contam com esses profissionais durante o dia. Apesar disso, a Secretaria de Educação informou, em nota, que os vigilantes são responsáveis pela segurança patrimonial das escolas e que, pela imprevisibilidade, ações como essa não podem ser evitadas.

No texto, a pasta ressalta que a ocorrência "não reflete a realidade das escolas do Distrito Federal" e que o fato "não está relacionado à falta de vigilantes". "A Secretaria acrescenta que todas as escolas públicas do DF têm postos de vigilância durante a noite e, algumas, durante o dia e durante a noite. Além disso, o Batalhão Escolar atua na prevenção de violências em todas as escolas do DF", conclui a nota.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade