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Correio Braziliense

Após morte de Babu, confederação pede o fechamento do Zoológico na Justiça

Confederação Brasileira de Proteção Animal alega que a instituição não tem capacidade de garantir segurança e tratamento adequado aos animais e visitantes


postado em 16/03/2018 05:51 / atualizado em 16/03/2018 12:02

Ação foi ajuizada após suspeita de envenenamento do elefante Babu(foto: Jardim Zoológico de Brasília/Divulgação)
Ação foi ajuizada após suspeita de envenenamento do elefante Babu (foto: Jardim Zoológico de Brasília/Divulgação)
Uma das principais atrações turísticas de Brasília corre o risco de fechar temporariamente. O Jardim Zoológico de Brasília enfrenta um embate judicial que discute se a instituição tem capacidade de garantir segurança e tratamento adequado aos animais e visitantes. Em audiência marcada para 23 de março, a Justiça decidirá se acata ou não o pedido de liminar para a interrupção das visitas.

A demanda veio por meio de ação popular, protocolada um dia após a divulgação de que a morte do elefante Babu, em 7 de janeiro deste ano, pode ter sido causada por envenenamento. Além de denunciar o Zoológico por negligência, alegando falta de vigilância — o que seria um facilitador para a prática do suposto ato criminoso contra o elefante —, o documento cita outros casos que aconteceram nos últimos anos.

Entre os exemplos explicitados estão: registros de estado de estresse e alimentação deficiente dos animais; falta de monitoramento e câmeras desligadas no local; feridas ocasionadas pelo sol em elefante; e casal de felinos vivendo em situação precária, sem acesso ao gramado e à luz solar. “Todo esse plexo de informações tem como objetivo demonstrar uma sucessiva gama de erros atrelados à má gestão do Zoológico, implicando maus-tratos aos animais sob a guarda do Estado e, por fim, culminando com eventos lamentáveis de falecimento dos animais”, descreve o texto da ação.

A autora, Carolina Mourão, é presidente da Confederação Brasileira de Proteção Animal. “Temos uma sucessão de falhas históricas e ninguém apura nada. Há uma bolha de ausência de segurança no Zoológico. É necessário ter condições mínimas para garantir a integridade física dos animais e dos visitantes”, disse.

Ampliação da vigilância

Para manter a segurança e o bem-estar dos aproximadamente 900 animais que vivem no Zoo, a fundação anunciou, à época da divulgação dos laudos sobre a morte de Babu, novas medidas para reforçar a segurança. “O Zoológico tem um sistema de vigilância que está sendo ampliado, com 160 câmeras novas. O processo de licitação está em andamento e o equipamento novo será posicionado em posições estratégicas”, informou, em nota, a instituição. Sobre as denúncias apresentadas na ação, a Fundação Zoológico de Brasília informou que só se manifestará sobre o assunto após ser notificada oficialmente.

Na audiência, a fundação deve apresentar a comprovação da implementação e andamento dessas mudanças, além de prestar “esclarecimentos sobre os graves fatos indicados na demanda”, como exige, no despacho, o juiz responsável pelo caso, Carlos Frederico Maroja de Medeiros, da Vara de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Fundiário do DF. Durante a greve dos vigilantes, o magistrado atendeu a outra ação popular, também de autoria da presidente da Confederação Brasileira de Proteção Animal, e determinou que o Zoo ficasse fechado enquanto durasse a paralisação.

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