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Correio Braziliense

Homem de 35 anos é morto no Setor Hoteleiro Sul, no centro de Brasília

Carlos Augusto Lopes Salazar, 35 anos, foi encontrado morto dentro de um carro. De acordo com os bombeiros, a vítima tinha duas perfurações no peito, compatíveis com ferimento por arma branca


postado em 20/03/2018 09:43 / atualizado em 20/03/2018 18:14

(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

Um homem de 35 anos foi morto nesta, na madrugada desta terça-feira (20/3), no Setor Hoteleiro Sul (SHS). Identificado pelo Corpo de Bombeiros como Carlos Augusto Lopes Salazar, ele foi dentro de um carro. De acordo com a corporação, a vítima tinha duas perfurações, uma tórax e outra no lado do pescoço, compatíveis com ferimento por arma branca.

 

Os bombeiros foram chamados para atender a ocorrência às 4h50. Ao chegar à Quadra 3, avistaram um Hond Civic verde com as portas abertas e Carlos Salazar, já sem vida, no interior do veículo, caído na parte da frente. Há informações de que três indivíduos foram vistos correndo do local do crime.

 

O crime aconteceu no estacionamento de um hotel na região. Em entrevista ao Correio, um hóspede, que não quis se identificar, relatou que acordou de madrugada com o barulho de uma briga na rua, mas que, depois de alguns minutos, não ouviu mais nada.

 

A Polícia Militar chegou à cena do crime por volta das 5h20. A mãe de Carlos, que morava com ele em um apartamento da 112 Norte, também compareceu ao local ainda no início da manhã. Procurada, a família preferiu não se manifestar.

 

Reclamações sobre a segurança 

 

Carlos Salazar foi encontrado próximo à via S2. A região é apontada como ponto de prostituição, tráfico e consumo de drogas. "Nem precisa ser à noite para vermos a movimentação das drogas. Os traficantes passam a qualquer hora. Aqui virou uma verdadeira cracolândia. Agora, quando chega a noite, é a vez de as garotas de programa e de os travestis tomarem o local", contou um lavador de carros, também sob a condição de anonimato.

 

O taxista Ricardo Alves, 60, que trabalha no local durante a madrugada, diz que falta policiamento. "A gente vive aqui um verdadeiro descaso. Fora a prostituição e as drogas, praticamente todos os dias amanhece um carro com o vidro quebrado. Quando a pessoa vê, levaram tudo o que tinha dentro", alega.

 

Por meio de nota, a Polícia Militar informou que a área tem uma viatura específica, disponível 24 horas, além de reforço de equipes especializas, como Rotam e Patamo, motocicletas e policiamento montado. Ainda especificou que a área não é tida como violenta e tem registrado poucas ocorrências criminais.

 

"Neste ano, até a presente data, foram apenas quatro ocorrências, contra 13 no mesmo período do ano passado. A maioria delas se trata de roubo em interior de veículos, um crime de oportunidade, quando os criminosos agem no momento em que a polícia não está em contato e atraído por objetos no interior do veículo", continua o texto.

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