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Correio Braziliense

Funcionários do HUB votam indicativo de greve na próxima quinta-feira

Sindicato cobra abertura para negociação sobre escalas e melhores condições de trabalho no Hospital Universitário de Brasília. Houve manifestação e paralisação nesta terça (20/3)


postado em 20/03/2018 17:50 / atualizado em 20/03/2018 21:20

(foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)

 
Trabalhadores do Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB) paralisaram as atividades na manhã desta terça-feira (20/3) e vão avaliar se entram em greve por tempo indeterminado na próxima quinta (22/3). O principal motivo alegado pela categoria é a mudança da jornada de trabalho para seis horas, sem a possibilidade do regime de plantão de 12 horas.
 
Eles também reclamam das condições para atendimento dos pacientes e o desrespeito nas relações de trabalho. O movimento é liderado pelo Sindicato das Trabalhadoras e Trabalhadores da Fundação Universidade Brasília (Sintfub). 
 
Em nota, o Hospital Universitário de Brasília informou que, dos 2.153 funcionários, 610 são da Fundação Universidade de Brasília (FUB) e que foram esses que iniciaram uma paralisação nesta terça-feira. Mas, como os demais servidores continuam trabalhando normalmente, "alguns serviços precisaram adaptar o ritmo de atendimento, mas nenhum está parado". Além disso, finalizou dizendo que "a direção do HUB está em constante negociação com os trabalhadores para encontrar uma solução e normalizar o atendimento o quanto antes".
 
Em resposta à declaração do sindicato, a Ebserh informou que "tem atuado para melhorar a estrutura do HUB, as condições de trabalho e, por consequência, o atendimento à população". Segundo a empresa, desde que a estatal assumiu a gestão do HUB, em 2013, foram contratados mais de 1.300 empregados por meio de concurso público.
 
"Somente em 2017, a aquisição de mais de 950 equipamentos novos ajudou a melhorar a assistência e proporcionar mais conforto aos pacientes, como cadeiras de banho, cadeiras de rodas, biombos, aparelhos de pressão, balanças, suportes de soro, escadas antiderrapantes, colchões, entre outros", ressaltou, em nota. A empresa destacou ainda avanços nos atendimentos, com mais de 1,7 milhão de procedimentos ambulatoriais em 2017, 400 mil a mais do que em 2016. 

Coleta para exames comprometida 

O setor mais atingido com a paralisação, segundo a assessoria do HUB, foi o Laboratório de Análises Clínicas, que realiza coleta para exames laboratoriais. Nesta terça-feira (20), foram atendidos apenas gestantes e moradores de cidades distantes. Os demais pacientes precisarão retornar em outras datas.

A auxiliar de enfermagem Rozangela Baia, 49 anos, aderiu à paralisação. Na avaliação dela, a alteração do regime de plantão afetará a vida de muitos trabalhadores no HUB. “Nós trabalhamos no HUB em regime de plantão (12 horas diurno ou 12 horas noturno). Esse direito de fazer 12 horas diurno foi tirado. Para quem trabalha em dois vínculos, é impraticável. Nós tentamos um diálogo e eles se fecharam. Ou nós reduzimos a carga horária ou pedimos exoneração. Fica complicado”, afirma.
 
Também houve manifestação na Reitoria da UnB. A objetivo inicial do sindicato era realizar o protesto no próprio hospital, mas a Justiça proibiu o ato. Segundo a coordenação do Sintfub, 120 manifestantes ocuparam a entrada do gabinete da reitora, Marcia Abrahão, no câmpus Darcy Ribeiro.
 
* Estagiário sob supervisão de Mariana Niederauer 

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