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Correio Braziliense

Moradores do Bandeirante protestam contra fechamento de unidade da CEB

Comunidade organiza manifestação nesta quinta-feira (22/3), às 14h, e cobram ainda melhorias no atendimento na rede pública de saúde


postado em 22/03/2018 09:30 / atualizado em 21/03/2018 23:13

"Cresci na cidade e quero lutar pela melhoria do que é nosso por direito", diz Rehab Ali, organizadora do protesto (foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)

 
A comunidade do Núcleo Bandeirante organiza manifestação nesta quinta-feira (22/3), às 14h, em frente à agência da Companhia Energética de Brasília (CEB), que será fechada na sexta (23). Segundo os moradores, o protesto não é só em razão da interrupção dos serviços no local, mas também para reivindicar melhorias no atendimento que recebem em outros órgãos públicos na região.

As atividades realizadas na agência de atendimento da CEB serão transferidas na próxima segunda-feira (26) para o Na Hora do Riacho Fundo, aberto das 7h30 às 18h30 em dias úteis e das 7h30 às 12h aos sábados. O contrato de locação do imóvel onde funcionava a agência da companhia não será renovado. Segundo a assessoria de imprensa, é inviável a agência ser instalada em outro lugar, pois há restrições técnicas e legais para estruturar um novo endereço.

Rehab Ali, 49 anos, cresceu no Núcleo Bandeirante e critica a situação. Ela é uma das organizadoras da manifestação contra o fechamento da unidade da CEB e por melhorias na região, como mais segurança, a qualidade dos atendimentos na rede pública de saúde e nas escolas, além da manutenção dos espaços públicos.

“Em setembro, minha mãe fez um exame na rede pública de saúde e até hoje não levamos os resultados para os médicos, pois não conseguimos uma consulta. Não temos um bom atendimento aqui, não tem tinta nem papel para impressão dos meus exames”, afirma, sobre o atendimento no posto de saúde. Rehab acrescenta que tenta entrar em contato com as unidades de saúde por telefone e as ligações chamam até cair ou indicam uma mensagem de que o telefone está programado para não receber chamadas.

As reclamações se estendem ao atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região administrativa. Pacientes reclamam de espera superior a quatro horas. A Secretaria de Saúde respondeu, em nota, que, com a adoção do modelo de Saúde da Família, "os pacientes foram redistribuídos e os médicos passaram a atender de acordo com a área de abrangência delimitada". "A marcação de consultas é feita pelos profissionais da unidade básica, que inserem os usuários no sistema de regulação", descreveu mo texto.
 
A respeito dos exames, a Diretoria Regional de Atenção Primária à Saúde (Diraps) esclareceu que os laudos ficam disponíveis e os médicos têm acesso a eles no prontuário do paciente.
 
A Administração Regional do Núcleo Bandeirante, por sua vez, informou que busca atender as demandas da comunidade dentro da própria competência.
 
* Estagiária sob supervisão de Mariana Niederauer 

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