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Correio Braziliense

Quatro são presos em operação contra crimes de parcelamento de terras

Entre os detidos está o líder da organização, o 3ª sargento do Corpo de Bombeiros Carlos Eduardo de Andrade Muniz. Ele já foi preso outras vezes pelo mesmo crime


postado em 22/03/2018 22:20 / atualizado em 22/03/2018 22:24

Polícia procura pelos irmãos Carlos Eduardo (esq) e Lucas Muniz, filhos do líder do esquema(foto: PCDF/Divulgação)
Polícia procura pelos irmãos Carlos Eduardo (esq) e Lucas Muniz, filhos do líder do esquema (foto: PCDF/Divulgação)
 
Em dois dias de operação, entre a última quarta e esta quinta feira (22/3), a Delegacia Especial de Proteção ao Meio Ambiente e à Ordem Urbanística (DEMA) cumpriu seis mandados de prisão preventiva de investigados na Operação Déjà-vu – que tem como objetivo o combate aos crimes de parcelamento irregular do solo para fins urbanos, dano ambiental, associação criminosa e lavagem de dinheiro. As medidas resultaram na prisão do líder do grupo, Carlos Eduardo de Andrade Muniz, além dos demais envolvidos, Evaldo Luiz Lima de Souza, Edenjones Albuquerque e Marcos Fernando Siqueira. 

A operação continua, porque outros dois mandados precisam ser cumpridos, já que os alvos, Carlos Eduardo de Andrade Muniz Filho e Lucas de Souza Muniz – filhos do líder do esquema – seguem foragidos.

A operação foi flagrada em 12 de janeiro deste ano, dando cumprimento a 11 mandados de busca e apreensão nas regiões administrativas de Águas Claras, Gama, Vicente Pires, Samambaia, Taguatinga e Guará, além de cinco mandados de prisão temporária de envolvidos no parcelamento da Chácara 12 da Colônia Agrícola Águas Claras, localizada no Guará.

Entre os detidos estava o líder do grupo, Carlos Eduardo. Ele é 3º Sargento da Reserva do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal e já foi preso temporariamente três vezes em investigações da Polícia Civil. É por conta do histórico de Carlos, que foi detido em outra ocasião pelo mesmo crime, que a operação recebeu o nome de Déjà-vu, termo da língua francesa que significa "já visto". 
 
De acordo com as investigações, as terras foram divididas em lotes comerciais e residenciais, vendidos por R$250 mil cada. Com o esquema, a organização conseguiu arrecadar aproximadamente R$5,25 milhões.
 

Denuncie 


No caso de ter qualquer informação sobre o paradeiro dos foragidos, a Polícia Civil pede que denuncie anonimamente pelo número 197, pelo site da corporação ou pelo e-mail: denuncia197@pcdf.df.gov.br. 

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