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Correio Braziliense

Girafa Yvelise morre no Zoológico de Brasília

Aos sete anos, ela morreu devido a uma necrose no cólon causada pela torção de uma das alças intestinais


postado em 25/03/2018 08:02 / atualizado em 25/03/2018 15:57

Yvelise, primeira girafa a nascer no zoológico de Brasília (foto: Luiz Filipe Carneiro/FJZB )
Yvelise, primeira girafa a nascer no zoológico de Brasília (foto: Luiz Filipe Carneiro/FJZB )
A girafa Yvelise do Zoológico de Brasília morreu ontem (24/3) aos sete anos devido a uma necrose no cólon causada pela torção de uma das alças intestinais. O material genético da girafa foi coletado e ela será taxidermizada.

Segundo veterinários da pasta, na quarta-feira (21), a girafa se apresentou apática e com falta de apetite. Exames realizados na quinta-feira (22), apontaram que Yvelise estava com alterações renais e desidratação, o que sugeria um quadro de obstrução no intestino. 

Na sexta-feira (23), uma equipe de veterinários, cirurgiões e anestesistas se reuniu em uma junta médica e decidiu realizar ontem (24) uma cirurgia abdominal para descobrir a origem da obstrução e corrigir o problema. No entanto, o animal não resistiu e passou por uma necropsia para determinar a causa da morte. O material coletado foi encaminhado para análises laboratoriais. 
 
Em nota, o Zoológico de Brasília afirmou que a equipe está sentida e que considera a morte do animal uma “fatalidade”. Ainda de acordo com a pasta, mamíferos ruminantes estão sujeitos a este tipo de alteração no sistema digestório e que muitas vezes não permite tempo para uma intervenção.
 
Para a presidente da Federação de Animais do Distrito Federal e da Confederação Brasileira de Proteção Ambiental, Carolina Mourão, a morte da girafa e de outros animais, como o elefante Babu, é resultado de uma má administração.
 
Yvelise ainda pequena: filha de Leo e Yaza, ela nasceu no zoo, há 7 anos (foto: Carlos Vieira/Esp. CB/D.A Press)
Yvelise ainda pequena: filha de Leo e Yaza, ela nasceu no zoo, há 7 anos (foto: Carlos Vieira/Esp. CB/D.A Press)
“O zoo de Brasília que é recordista na morte de animais sofre de ingerência há muitos anos. A comida deles é contada. Tem um cenário de tragédia. Temos também sabotadores no local. Para que pare de ocorrer é necessário substituir troca de favores políticos e investir em funcionários com plano de carreira. Esse é o centro do debate. É uma fundação autônoma que precisa responder pelos seus problemas. Fato é que é uma sucessão de mortes fora da curva”, ressaltou.

Yvelise é filha da girafa Leo, que morreu em 2011, aos 17 anos, e da girafa Yaza, que nasceu no Zoológico de Belo Horizonte em julho de 2003 e chegou ao Distrito Federal em agosto de 2004. 
 
Nesta sexta-feira (23) aconteceria o julgamento da ação popular que pede o fechamento temporário do zoológico após a morte do elefante Babu. A audiência acabou sendo adiada para o dia 9 de abril, a pedido da procuradoria Geral do Distrito Federal. A ação é movida pela Confederação Brasileira de Proteção Ambiental, que alega falta de vigilância no caso de Babu, além de registros de estresse e alimentação deficiente dos animais e falta de câmeras no local. 

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