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Correio Braziliense

Com problemas financeiros, CEB quer aumentar tarifa de energia elétrica

A CEB está inadimplente no mercado de curto prazo, com dívidas de R$ 460 milhões em atraso desde setembro


postado em 28/03/2018 06:00


Problemas financeiros da Companhia Energética de Brasília (CEB Distribuição) relacionados ao risco hidrológico no mercado de curto prazo de energia podem levar os consumidores da concessionária a verem as tarifas de energia subirem mais que o normal neste ano. A companhia já solicitou à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) uma revisão tarifária extraordinária por conta do grande descasamento de fluxo de caixa que vem enfrentando. Os diretores da Aneel determinaram urgência na análise do caso. A CEB está inadimplente no mercado de curto prazo, com dívidas de R$ 460 milhões em atraso desde  setembro. O montante corresponde a cerca de três vezes o resultado operacional da distribuidora.

A CEB Distribuição solicitou à agência que prorrogasse uma medida cautelar que impede um possível desligamento da empresa como agente da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) por conta da inadimplência. A companhia também pediu o parcelamento do valor devido. A Aneel, no entanto, não atendeu aos pleitos, por considerar que o parcelamento deveria ser tratado diretamente na CCEE e que a medida cautelar não solucionaria o problema.

“A solução é por meio da revisão tarifária. Se mantivermos a cautelar, o argumento da revisão desaparece. Temos de acelerar a revisão e, dessa forma, manter o fluxo de pagamentos”, disse o diretor da Aneel Tiago de Barros Correia, relator do processo na agência reguladora.

A CEB passou por reajuste tarifário em outubro de 2017, quando já havia um significativo deficit hídrico e um preço de energia elevado, fatores que geram impacto financeiro nas distribuidoras. A situação se agravou em novembro, o que aumentou os custos para as concessionárias. Esses custos são suportados, em um primeiro momento, pelas distribuidoras e repassados para a tarifa somente no próximo processo tarifário, o que no caso da CEB deveria ocorrer em outubro. Com o pedido, a revisão pode ser antecipada.

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    Rumores publicados pela mídia chinesa indicam que o grupo japonês Softbank pode promover uma fusão entre a empresa de transportes americana Uber e a chinesa Didi Chuxing, que adquiriu, em 2016, as atividades da Uber na China. A especulação começou após uma publicação de Wang Xing, CEO da plataforma chinesa para avaliação e delivery de restaurantes Meituan, numa rede de microblogs. A Meituan e a Didi Chuxing se tornaram rivais após ambas investirem tanto no mercado de mobilidade urbana como no de delivery de refeições. O Softbank é um dos maiores acionistas da Uber, com 15%, e também um investidor da Didi Chuxing.

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