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Correio Braziliense

Fiéis lotam o Morro da Capelinha para assistir à encenação da via-crúcis

Segundo estimativa da Polícia Militar, cerca de 60 mil pessoas passaram pelo local ao longo do dia


postado em 30/03/2018 14:30 / atualizado em 30/03/2018 22:34

Ver galeria . 34 Fotos Minervino Junior/CB/DA Press
(foto: Minervino Junior/CB/DA Press )

Pessoas de todos os cantos do Distrito Federal marcam presença no Morro da Capelinha, em Planaltina, durante toda esta Sexta-Feira Santa (30/3). Os fiéis chegaram cedo para acompanhar a mais tradicional Via-Sacra de Brasília, apesar de o ponto alto da encenção só acontecer no início da noite – quando Cristo é crucificado, segundo a fé cristã, pagadores de promessa chegaram cedo e, desde a madrugada, oraram em agradecimento por graças concedidas e vitórias alcançadas. Outros aproveitam o dia para repensar a vida e começar um novo ciclo, fazendo votos de fé.

 

Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), ao longo do dia, 60 mil pessoas passaram pelo local, sendo que cerca de 40 mil acompanharam a encenação até o fim. A expectativa dos organizadores, no entanto, era receber um público de 150 mil pessoas. "A chuva pode ter atrapalhado a chegada dos espectadores", avaliou o tenente-coronel da PMDF, Evaldo Vieira, comandante das operações no Morro da Capelinha. 

 

A leve chuva que caiu no início da tarde desta sexta complicou o trânsito na região e deixou os acessos ao local engarrafados, o que levou várias pessoas a seguir parte do caminho a pé. De acordo com a PMDF, o congestionamento ocorreu porque a DF-230 estava aberta somente no sentido BR-020, em Planaltina. Contudo, o sol voltou a abrir cerca de uma hora após o início da encenação, e melhorou a situação.

 

 

 

Como manda a tradição, um calvário cenográfico foi montado para relembrar os últimos momentos de Jesus na Terra, antes de ser morto em uma cruz. Ao todo, cerca de 1,4 mil voluntários estiveram envolvidos na organização do evento.

 

Fã da Via-Sacra do Morro da Capelinha há 10 anos, o comerciante Carlos Roberto Costa, 50, diz que, mesmo conhecendo toda a história, sempre se emociona. "Eu venho pela fé que a encenação me desperta. É muito bom estar aqui. Saio com a alma lavada", diz. Ele acrescenta que a parte de que mais gosta é o momento da ressurreição de Cristo. "É muito emocionante e bonito", comenta.

 

Responsável por interpretar a mãe de Jesus, Maria de Nazaré, a analista de atendimento Milena Guimarães, 40, assumiu o papel pela primeira vez. Participante há 26 anos, ela conta que, até o ano passado, nunca tinha ganhado um papel de relevância na encenação. "Foi uma experiência indescritível. Palavras não são capazes de expressar minha emoção de estar lá. É uma experiência de amor", relata. Milena acrescenta que foi convidada para dar vida a Maria em 2017, depois de interpretar a mãe do noivo na cena das Bodas de Canaã – ocasião em que Jesus transforma água em vinho.

 

Em homenagem aos 45 anos da representação, apresentaram um vídeo comemorativo. Além disso, os organizadores do espetáculo prepararam uma surpresa aos fiéis: perto do fim do evento, três atores interpretaram os arcanjos São Rafael, São Miguel e São Gabriel. Segundo a crença cristã, eles são os anjos mais próximos da humanidade, e Deus os envia em momentos de grandes mudanças, sofrimentos e revelações.


Trânsito 

 

A DF-230 funcionou em sentido único desde as 13h, no trecho entre o Colégio Agrícola e a rotatória da DF-130. Uma das quatro vias de acesso ao Morro da Capelinha foi fechada para passagem dos pedestres. As demais pistas foram destinadas ao trânsito de veículos, que só circularam em situações de emergência e para atender as necessidades da produção do evento.  

 

Efetivo


Segundo informações da PMDF, nenhuma ocorrência foi registrada. Cerca de 400 militares fizeram o policiamento a pé, com a tropa de choque, cavalaria, pelo ar e no trânsito. No grupo dos Bombeiros, foram 180 homens divididos em dois turnos de trabalho. A equipe contou com socorristsas, paramédicos e médicos.

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