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Correio Braziliense

Edtech: empreendedores se unem por uma educação mais atrativa e digital

Startups de educação da cidade, conhecidas como edtechs, buscam soluções envolvendo novas tecnologias para facilitar e aprimorar o aprendizado


postado em 31/03/2018 08:00 / atualizado em 31/03/2018 11:12

O espaço EI! Comunidade de Empreendedorismo e Inovação recebeu o 3º Edtech Meetup BSB esta semana (foto: Camila de Magalhães/FAC/D.A Press )
O espaço EI! Comunidade de Empreendedorismo e Inovação recebeu o 3º Edtech Meetup BSB esta semana (foto: Camila de Magalhães/FAC/D.A Press )
 
Vem crescendo em Brasília o movimento de empreendedores que olham para a educação com uma visão mais moderna, buscando soluções envolvendo novas tecnologias para facilitar e aprimorar o aprendizado. Para fortalecer o segmento no Distrito Federal, diversas startups de educação da cidade, conhecidas como edtechs, começaram a se unir desde o ano passado.

“Somos um ecossistema ainda muito incipiente, se comparado com Belo Horizonte e São Paulo. Ainda não temos nenhuma edtech que já apareceu para o Brasil como um todo. São poucas, que estão num momento de tração, quando começam a crescer, realmente faturar, e funcionar como startup que alcançou escalabilidade. A maioria está em ideação, prototipação, começando no mercado, com os primeiros passos. Mas já temos aceleradoras e investidores chegando à cidade”, observa Camila Chagas, da Estudologia, startup de aceleração da aprendizagem que utiliza inteligência artificial para organizar planos de estudo eficientes.

Camila é uma das fundadoras do movimento de edtechs em Brasília e afirma que o grupo vem trabalhando para trazer profissionais de referência para falarem com o ecossistema e mostrar novidades no Brasil e no mundo. Na quarta-feira, foi realizado o 3º Edtech Meetup BSB, no novo espaço da EI! Comunidade de Empreendedorismo e Inovação, da Fundação Assis Chateaubriand (FAC). O objetivo do encontro foi promover conexões e colaboração entre os representantes das startups.

Por meio de dinâmicas, foi possível conhecer um pouco sobre cada participante, fazer contatos, trocar ideias e pensar coletivamente em soluções para seus principais desafios nos negócios. “Para a gente, foi muito bacana fazer essa recepção e promover experiências para conectar as edtechs. Apesar de serem um único segmento, eles muitas vezes não têm oportunidade de trocar experiências, compartilhar dificuldades e aprender uns com os outros. E isso está muito ligado ao nosso papel com nosso programa da EI! Comunidade de Empreendedorismo, que se propõe a estimular conexões e colaboração mútua”, ressalta Mariana Borges, superintendente executiva da Fundação Assis Chateaubriand.

Criatividade


Uma das startups que vêm se destacando no segmento de educação brasiliense é a Colmeia, plataforma de agendamento que funciona como uma espécie de Uber das aulas particulares, conectando alunos que precisam do serviço e professores cadastrados. A iniciativa já chegou a Goiânia e deve ser lançada em Belo Horizonte no segundo semestre. Para um dos criadores da Colmeia, Tiago Pigatto, é importante as edtechs de Brasília se unirem na troca de informações. “Outros estados que já têm muitas empresas de sucesso, como São Paulo e Minas Gerais, veem Brasília como um local de startups ainda não preparadas. E não é assim. A gente tem que mudar isso, trocar ideias, ajudar umas às outras, para crescer junto”, destaca.

Na era pós-digital, em que o uso de tecnologias virou padrão, é preciso olhar para a educação de um jeito diferente, defende João Vitor Alencar, da Canvi, empresa da rede Look ‘n feel, que trabalha com experiências de aprendizagem para crianças, jovens, pais e educadores. “O mundo digital pode ajudar no engajamento dos alunos e de quem tem contato com educação de qualquer forma, além de ser uma maneira de ensinar as habilidades importantes para o futuro, que muitas vezes a gente não trabalha nas escolas, universidades, empregos. As edtechs podem ser uma forma de levar isso de maneira criativa, digital e inteligente para as pessoas que precisam dessas habilidades para o futuro.”

Esse também é o alerta de Cristiano França, da Lyce Educa, aplicativo em formato de rede social que permite melhor comunicação e colaboração entre alunos, professores e pais. “A tecnologia ainda não conseguiu emplacar bem na educação tradicional. Falamos hoje que temos escolas do século 19, professores do século 20 e alunos do século 21. Isso não está conforme. Se há um grupo bem alinhado que pode levar tecnologias para dentro da educação, a gente só tem a ganhar. Por isso, a importância do movimento das edtechs.”


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