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Correio Braziliense

Por mandato, distritais vão trocar de partido para as eleições de 2018

Seja para concorrer a uma reeleição ou alçar voos mais altos, integrantes da Câmara Legislativa têm até o dia 7 para mudar de sigla. Modelo eleitoral brasileiro exige que candidatos integrem coligações fortes


postado em 01/04/2018 08:00 / atualizado em 01/04/2018 09:16

Em busca de espaço, estrutura financeira e coligações favoráveis, ou mesmo por desavenças com correligionários, oito dos 24 distritais estudam mudar de partido. De olho no prazo para o troca-troca, que acaba no sábado, eles preveem uma semana de negociações e cautela, visto que um passo em falso na escolha da nova sigla pode custar a reeleição ou o voo mais alto, para a Câmara dos Deputados, por exemplo.

Os pré-candidatos pisam em ovos porque, no sistema proporcional — válido para as candidaturas a distrital e federal —, nem sempre o mais votado ganha. As coligações ou partidos devem atingir um quociente específico. Depois, calculam-se quais frentes tiveram mais votos e as vagas disponíveis são distribuídas entre os políticos mais bem colocados em cada grupo.

O quesito é levado em consideração por Rodrigo Delmasso (Podemos). Antes decidido a trocar o partido por outra legenda de centro-direita, ele passou a considerar a permanência. A mudança de posicionamento deve-se à substituição, na presidência regional da agremiação, da pré-candidata ao Palácio do Buriti Eliana Pedrosa, pelo deputado federal Ronaldo Fonseca, que deve disputar o Senado. Delmasso baterá o martelo até quinta-feira. “Havia dificuldade no projeto de Eliana, porque não encontrávamos partidos que aderissem à ideia dela de ser governadora. Isso dificultaria coligações também para as proporcionais e poderia nos impedir de chegar ao quociente”, explicou.

Sem partido desde maio de 2017, quando deixou a Rede para fazer oposição à gestão do governador Rodrigo Rollemberg (PSB), Claudio Abrantes espera definir a legenda pela qual disputará a reeleição até terça-feira. “Na última eleição, todos os partidos que tiveram eleitos estavam coligados. É importante avaliar os cenários e confiar na sigla”, argumentou.
 
Ver galeria . 24 Fotos Agaciel Maia (PR) - Status: permanece no partido - Candidatura: DistritalMinervino Junior/CB/D.A Press
Agaciel Maia (PR) - Status: permanece no partido - Candidatura: Distrital (foto: Minervino Junior/CB/D.A Press )
 

Desavenças

Segundo mais votado em 2014, com o apoio de 25.646 eleitores, Robério Negreiros (PSDB) estuda deixar o partido por conta do embate com o presidente regional, Izalci Lucas. O tucano afirmou que Negreiros “não terá legenda” para a disputa. “Quem decide isso é a Nacional e, não, um presidente provisório”, rebateu o distrital.

O clima também não está agradável no PR, do pré-candidato ao Buriti Jofran Frejat. Expulsa do Solidariedade mês passado, Sandra Faraj articulou com a direção nacional e ingressou na sigla para disputar a reeleição, sem aviso-prévio ao alto escalão local e aos pré-candidatos a distrital. A estratégia enfureceu correligionários. Muitos acreditam que ela desembarque da legenda até sábado.

As desavenças no PPS também podem levar Raimundo Ribeiro a proveito da janela partidária. Seria a segunda baixa da legenda do senador Cristovam Buarque. Na última semana, Celina Leão anunciou que trocaria a agremiação pelo PP, para disputar uma vaga de deputada  federal. 

Com forte base eleitoral em Brazlândia, Juarezão decide amanhã se fica no PSB. Ele, que havia perdido alguns cargos no governo e mostrava-se insatisfeito, recebeu convites do PR e PRP. 


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