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Correio Braziliense

Secretaria de Saúde investigou 18 casos de sarampo no DF este ano

Até o momento, os casos foram descartados. Para evitar surto, brasiliense deve se vacinar. Em Roraima, doença infectou 42 pessoas


postado em 03/04/2018 18:55 / atualizado em 03/04/2018 18:56

No DF, 85,2% da população está vacinada contra a doença(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
No DF, 85,2% da população está vacinada contra a doença (foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
 
 
A Secretaria de Saúde investigou 18 casos de sarampo este ano. A doença foi erradicada no Brasil há dois anos e voltou a infectar em 2018. O vírus pegou carona nos imigrantes venezuelanos — que se refugiam em Roraima em busca de emprego, moradia e comida — e desencadeou um surto. Se não for tratada, a doença pode matar.

No DF, apesar da situação exigir cuidados, não há motivo para pânico. Segundo a Vigilância Epidemiológica, todos os casos investigados em 2018 foram descartados.  O último caso de sarampo autóctone, ou seja, contraído no Distrito Federal, é de 1999. Em 2013, ocorreu o último registro de casos importados de outras unidades da Federação. 

Para manter o controle sobre a doença, a Secretaria de Saúde recomenda que o brasiliense se vacine. Todos os postos de saúde contam como o imunobiológico durante todo o ano. Atualmente,  85,2% da população está protegida. Em média, 83,2% da população brasileira tomou pelo menos uma dose da vacina, segundo o Ministério da Saúde. 

Contudo, a estatística não é homogênea. As 10 piores coberturas são do Pará, Amapá, São Paulo, Bahia, Piauí, Acre, Maranhão, Rio Grande do Norte e Amazonas. Nessas unidades da Federação, a cobertura contra o sarampo varia de 65,4% a 78,1%. 

Os melhores índices são do Ceará, Alagoas, Pernambuco, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso, Goiás e Roraima. Nesses estados, a parcela da população protegida varia entre 100% e 84%.

No Brasil, os últimos casos de sarampo ocorreram entre os anos de 2013 a 2015, sendo confirmados 1.310 adoecimentos. Pernambuco e Ceará concentraram as infecções. A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), deu ao Brasil em 2016 certificado de eliminação do sarampo.

Surto em Roraima 

Vírus pode ter entrado no Brasil devido a crise imigratória da Venezuelana (foto: AFP / MAURO PIMENTEL)
Vírus pode ter entrado no Brasil devido a crise imigratória da Venezuelana (foto: AFP / MAURO PIMENTEL)
 
 
Em Roraima, 42 casos da doença foram confirmados este ano. Outros 167 continuam em investigação. Ao todo, nove municípios têm casos suspeitos. Os casos notificados foram registrados em crianças de três meses a adultos de 33 anos, a maioria deles são homens. 

Desta vez, o vírus pode ter entrado no Brasil, segundo autoridades sanitárias que monitoram o surto, pelo fronteira com o município venezuelano de Caroni. O governo de Roraima estima que 40 mil venezuelanos se refugiaram no estado. 

Uma equipe de 300 agentes epidemiológicos permanece na região para acompanhar as ações e prestar orientação no enfrentamento do surto. Eles vão às praças, abrigos e abordam os imigrantes nas ruas para checar a caderneta de vacinação e realizar a imunização naqueles que não a possuem.
 

A infecção


> A doença se espalha pelo ar por gotículas respiratórias produzidas ao tossir ou espirrar
> Os sintomas aparecem até 14 dias após a exposição.
> Os doentes têm tosse, coriza, olhos inflamados, dor de garganta, febre e irritação na pele com manchas vermelhas
> Se não for tratada, pode matar

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