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Correio Braziliense

Mulher é morta a facadas por inquilino no P Norte, em Ceilândia

O suspeito segue foragido. Polícia trabalha com duas hipóteses: estupro seguido de feminicídio ou homicídio qualificado


postado em 04/04/2018 10:42 / atualizado em 04/04/2018 13:19

Uma mulher, identificada como Maria Adeles Nunes Pereira, de 45 anos, foi morta no Setor P Norte, em Ceilândia, com ao menos quatro golpes de faca. O autor seria o inquilino da casa dos fundos do lote, Valdivino Ambrósio de Alcântara, de 41 anos, que está foragido. O crime é investigado pela 19ª Delegacia de Polícia (P Norte), que trabalha com duas hipóteses: estupro seguido de feminicídio ou homicídio qualificado. Em ambos os casos, o homem pode ficar até 30 anos preso.

 

De acordo com o delegado-chefe Fernando Fernandes, o acusado teria ingerido bebida alcoólica e drogas antes de cometer o crime. Na residência de Valdivino foi encontrado um cigarro de maconha queimado.

 

Uma das testemunhas escutou Maria e Valdivino discutirem antes do crime, na casa do homem. Poucos minutos depois, a vítima teria gritado "Me larga" para o suspeito, seguido de gritos de socorro, segundo o delegado.

 

Os golpes contra a vítima iniciaram na porta de acesso à cozinha da casa principal, onde Maria morava. A área dava acesso à segunda residência. "Acreditamos que ela tentou fugir dali, porque andou até a sala, mas no local, levou outras facadas", explicou o delegado-chefe Fernando Fernandes.

 

Ferida e desorientada, Maria ficou caída no sofá. No tapete do cômodo, fios de cabelo da vítima ficaram espalhados. O acusado, após a ação, trocou de roupa e saiu do lote tranquilamente, trancando o portão.

 

Os vizinhos que escutaram os pedidos de socorro da vítima e quebraram o portão com uma pedra para entrar. Maria chegou a ser socorrida e levada ao Hospital Regional de Ceilândia (HRC), mas não resistiu aos ferimentos.

 

Crime segue em investigação

 

As suposições da polícia para o que motivou o crime são baseadas em depoimentos e evidências colhidas na cena do crime. Segundo Fernando Fernandes, o estupro teria ocorrido porque os agentes "encontraram uma camisinha recém utilizada na casa do homem. Por isso, acreditamos que a vítima pode ter sido atacada na residência dele. Após o ato, ela foi para casa, sendo seguida pelo autor, que a atacou com a faca".

 

A segunda conjectura é de que os dois teriam brigado pelo atraso do pagamento das contas de Valdivino, que não quitava o aluguel, água e luz há cinco meses. "A discussão pode ter sido motivada pela cobrança da vítima, que teria ido à casa do autor para conversar. Por ele não ter gostado, pode ter a atacado", sugere o delegado.

 

Os policiais não conseguiram perceber marcas no corpo da vítima que apontem indícios da violência sexual, por conta do sangue dos ferimentos das facadas, de acordo com Fernando. A causa da morte e o possível estupro só serão confirmados após resultado da perícia. 

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