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Correio Braziliense

Grávida internada no HRC carrega bebê morto na barriga há mais de 4 dias

Maria Clenilda Mesquita Medeiros foi fazer um exame de rotina quando descobriu que o coração do filho havia parado. Segundo a família, desde de segunda-feira (2/4) equipe médica insiste em indução do parto normal


postado em 05/04/2018 18:51 / atualizado em 05/04/2018 19:18

Paciente está internada no Hospital de Ceilândia desde segunda-feira (2/4)(foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press)
Paciente está internada no Hospital de Ceilândia desde segunda-feira (2/4) (foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press)

Uma mulher de 41 anos está internada no Hospital Regional de Ceilândia após a morte do bebê que carregava há nove meses. A equipe médica inseriu uma sonda em Maria Clenilda Mesquita Medeiros na última quarta-feira (4/4), com a intenção de induzir um parto normal. Contudo, a intervenção não fez efeito, e a paciente aguarda desde então.

A família de Clenilda tem receio de que a utilização da sonda por mais de 24 horas cause uma infecção. “Eles falam que é a melhor saída e a menos invasiva. Mas, não bastasse ela estar sofrendo pela perda, agora também tem que lidar com o bebê não sair”, afirma a sobrinha dela Amanda Medeiros, 22. De acordo com a jovem, a tia está com muitas dores e sangramento.

A descoberta sobre a morte do filho aconteceu na segunda-feira (2/4), durante uma ecografia de rotina. O HRC a informou que o coração do bebê tinha parado há aproximadamente cinco dias. A mulher está internada desde então para a retirada do feto.
 
A Secretaria de Saúde informou que um obstetra atendeu a paciente por volta das 16h desta quinta-feira (5/4) e que uma nova ecografia será feita. "No momento, não apresenta queixas de dor. Está acompanhada por familiares e recebendo visitas", afirmou, em nota. De acordo com Amanda, o médico optou por manter a indução ao parto natural, mas ainda não houve agendamento da data, e a tia continua com hemorragia.

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