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Correio Braziliense

Como será a gestão do consórcio que vai administrar o Centro de Convenções?

Administração do espaço para eventos é a primeira parceria público-privada a sair do papel na administração de Rodrigo Rollemberg. O edital do Kartódromo deve ser publicado na próxima semana e os demais estão em fase de estudos


postado em 06/04/2018 06:06 / atualizado em 06/04/2018 06:24

Grupo vai administrar o Ulysses Guimarães pelos próximos 25 anos: retorno financeiro em cinco ou seis anos(foto: Breno Fortes/CB/D.A Press - 24/1/18)
Grupo vai administrar o Ulysses Guimarães pelos próximos 25 anos: retorno financeiro em cinco ou seis anos (foto: Breno Fortes/CB/D.A Press - 24/1/18)

 
O consórcio Capital DF Administração de Eventos deve gerir o Centro de Convenções Ulysses Guimarães por 25 anos. O último passo formal é a assinatura do contrato com o Governo do Distrito Federal,  nos próximos 60 dias. O conjunto de empresas foi habilitado ontem pela Secretaria de Fazenda. O grupo administra o Centro Internacional de Convenções, no Setor de Clubes Sul, e informou que visa atrair congressos de medicina e eventos corporativos para a sua mais recente aquisição.

O Centro de Convenções Ulysses Guimarães será a primeira parceria público-privada a sair do papel na administração de Rodrigo Rollemberg (PSB). A licitação da ArenaPlex (Estádio Nacional Mané Garrincha) está suspensa pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal, o edital do Kartódromo deve ser publicado na próxima semana e os demais estão em fase de estudos. O piloto de automobilismo Affonso Giaffone esteve no Autódromo Nelson Piquet, terça-feira, interessado em uma futura concessão do espaço.

O Capital DF Administração de Eventos aceitou as regras do edital: valor mínimo de outorga por ano de R$ 2,6 milhões, preço a ser pago em cada aniversário do contrato. No ato da assinatura, R$ 3,8 milhões devem ser repassados pela empresa ao Executivo local. Outros R$ 12 milhões devem ser investidos na reforma do espaço, como melhoria dos banheiros e climatização.

A exploração comercial fica por conta do recebimento de eventos, seja com a promoção deles, seja com o aluguel do espaço e a publicidade. A taxa de ocupação anual do Centro de Convenções em eventos privados é de 20%, mas com potencial de crescimento. “Estamos virando uma conta de R$ 3 milhões negativos – o deficit atual do Centro de Convenções –  para R$ 2,6 milhões positivos”, calcula Wilson de Paula, secretário de Fazenda.

Retorno

A administração do Centro de Convenções será feita por uma Sociedade de propósito específico (SPE), ou seja, um complexo de empresas que se une para participar da licitação. As empresas participantes do consórcio são: VGS Produções, ESB 116 Administração e Participações LTDA e Centro Internacional de Convenções do Brasil. Com a gestão do centro de convenções, o grupo terá os dois principais espaços de eventos de Brasília.

“A concessão é um investimento de médio a longo prazo. A expectativa é que o retorno comece em cinco ou seis anos. A análise de retorno mostra que será de 12% a 13% ao longo dos 25 anos”, explica Marcos Cumagai, consultor-geral do consórcio. Segundo ele, a SPE buscou o espaço pelas facilidades, a localização, e diz esperar apoio da Secretaria de Turismo para atrair eventos. Aqueles agendados serão assumidos pela nova gestora.

Edital

O documento para a concessão do Centro de Convenções demorou mais de um ano e meio para ficar pronto. Para conseguir interessados, o GDF diminuiu o lance inicial do valor de investimento privado de R$ 79 milhões para R$ 12 milhões. A demora para o lançamento do edital e a cifra de investimento seis vezes menor do que a primeira tratativa no Centro de Convenções mostraram que o setor privado encarou com desinteresse a proposta do Executivo. A pouca atratividade somada à crise econômica que o país e o DF vivem fez o governo repensar o plano original.


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