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Correio Braziliense

Grávida que aguardava retirada de bebê morto tem parto induzido no HRC

O procedimento aconteceu no fim da manhã nesta sexta-feira (6/4) e a paciente está em recuperação. Ela aguardava desde de segunda-feira (2/4)


postado em 06/04/2018 21:46 / atualizado em 06/04/2018 21:47

De acordo com o HRC, o procedimento correu bem e Clenilda Medeiros deve ser liberada até domingo(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
De acordo com o HRC, o procedimento correu bem e Clenilda Medeiros deve ser liberada até domingo (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

Depois de cinco dias internada no Hospital Regional de Ceilândia com um bebê morto no ventre, Clenilda Medeiros teve a criança retirada na manhã desta sexta-feira (6/4). A equipe médica efetuou o procedimento cerca de 48 horas após inserir uma sonda na paciente para indução de um parto normal. O coração do feto teria parado, segundo avaliação médica, cinco dias antes do exame que constatou o óbito, realizado na segunda-feira (2).

 

O hospital informou que o parto normal ocorreu por volta das 11h30 e que a paciente está em recuperação. A causa da morte do bebê só poderá ser identificada em necrópsia, mediante autorização de Clenilda. “No caso de uma gestação futura, é importante saber o que aconteceu e se algo poderia ser feito para evitar”, destaca o chefe da unidade de saúde, Marcelo Pereira. A estimativa é de que ela seja liberada até domingo (8).

 

A família da mulher contou ao Correio que, depois da inserção da sonda, na quarta-feira (4), e até o início da tarde do dia seguinte, a unidade de saúde não deu satisfações nem marcou o procedimento de retirada. Clenilda sentiu fortes dores e apresentou sangramentos. O receio da família era de que ela contraísse alguma infecção. 

 

No entanto, o HRC afirmou ter seguido o protocolo padrão. “A cesariana é um procedimento cirúrgico que aumenta a possibilidade de infecção e o tempo de internação. Então, o parto normal é o mais indicado”, enfatiza Marcelo. O médico também ressalta que a indução via sonda demora, em média, 72 horas. Porém, é normal atrasar mais, no caso de a paciente não apreser dilatação nem contrações. 

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