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Correio Braziliense

Goiás recebe 650 mil doses da vacina contra a gripe para antecipar campanha

O ministro da Saúde, Gilberto Occhi, anunciou a medida em vídeo publicado em redes sociais. Pelo menos 63 pessoas tiveram H1N1 este ano. Campanha começa na próxima sexta-feira (13/4)


postado em 10/04/2018 16:52 / atualizado em 10/04/2018 19:33

Ao todo, 423 goianos tiveram síndrome respiratória aguda grave, um agravamento da gripe(foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
Ao todo, 423 goianos tiveram síndrome respiratória aguda grave, um agravamento da gripe (foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)

 
Pelo menos 650 mil doses da vacina contra a gripe serão enviadas a Goiás nesta quarta-feira (11/4). A informação foi divulgada pelo ministro da Saúde, Gilberto Occhi, em vídeo publicado em uma rede social. A Secretaria de Saúde de Goiás dependia desta medida para antecipar a campanha de imunização, que começará na próxima sexta-feira (13/4).
 
A antecipação da campanha de vacinação em Goiás dependia da distribuição de doses feita pelo Ministério da Saúde. Nesta segunda-feira (9/4), o governo federal sinalizou que adiantaria o envio de 40% das doses previstas para o estado. O primeiro lote de vacina terá 137 mil doses. Serão vacinados profissionais da área da Saúde e idosos —  grupo que contabiliza mais casos graves. No DF, a imunização começa em 23 de abril. 
 
Em Goiás, 63 pessoas adoeceram pelo vírus H1N1. Houve ainda seis casos de H3N2, vírus que causou surto nos Estados Unidos, onde 47 mil pessoas contraíram o micro-organismo. Ao todo, 423 goianos tiveram síndrome respiratória aguda grave (SRAG), um agravamento da gripe. Outros 162 casos estão em investigação. Oitos mortes ocorreram por causa da doença. 
 
Segundo o ministro, 1,7 milhão de doses serão destinadas a Goiás. A quantidade, diz Occhi, é o suficiente para imunizar a população goiana. “(Esse total) ainda tem uma margem, para que se possa, efetivamente, vacinar todo o público-alvo”, destaca.

Devem se vacinar idosos acima de 60 anos, crianças com mais de 6 meses e menores de 5 anos, gestantes, mulheres até 45 dias após o parto, trabalhadores de saúde, povos indígenas, portadores de doenças crônicas e professores da rede pública e particular. 

Após a vacinação deste grupo de risco, deve restar 20% da quantidade total, segundo estima o ministro. As doses remanescentes serão destinadas à população em geral. A imunização é a principal forma de controle da doença. “A vacinação é uma das estratégias mais importantes para redução de casos graves e óbitos por influenza”, explica o Ministério da Saúde, em nota. 


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