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Correio Braziliense

Acusado de matar servidor do Itamaraty é condenado a 15 anos de prisão

Tribunal do Júri considerou Anderson Vieira, 19, culpado por asfixiar Josué Nóbrega, 31, e furtar o carro do cliente depois do ato sexual


postado em 10/04/2018 20:41 / atualizado em 10/04/2018 21:11

Josué foi encontrado em casa, por familiares, no dia seguinte ao crime(foto: Facebook/Reprodução)
Josué foi encontrado em casa, por familiares, no dia seguinte ao crime (foto: Facebook/Reprodução)
A Justiça condenou a 15 anos e 3 meses de prisão o garoto de programa acusado de matar um servidor do Itamaraty em 2016. O Tribunal do Júri analisou o caso nesta terça-feira (10/4) e considerou Anderson Vieira Brito, 19 anos, culpado por asfixiar Josué Nobrega Pereira, 31, e furtar o carro da vítima.

Josué teria encontrado Anderson em uma parada de ônibus próximo ao Conjunto Nacional por volta das 23h. Já no carro, vítima e suspeito teriam começado a negociação sobre o valor do programa sexual. A discordância a respeito do preço e das preferências sexuais durante a relação teriam motivado o crime.

A acusação expôs que "o acusado teria cometido o delito por motivo fútil consubstanciado em uma discussão relacionada a um programa sexual contratado entre ambos". Para o Ministério Público, há, também, contradições de Anderson quando comparados os depoimento dele na delegacia e no julgamento. 

A família da vítima assistiu à sessão e se emocionou em alguns momentos, como quando a acusação detalhou a história de vida de Josué. O Ministério Público lembrou a aprovação dele em concurso do Ministério das Relações Exteriores aos 19 anos e a origem simples da família.

O ápice da emoção dos familiares se deu no momento da exibição de um vídeo feito pelos próprios parentes e utilizado pela acusação. A música, os depoimentos e as fotos da vítima fizeram a família sair da sessão para se acalmar.

Entenda o caso


O crime aconteceu na madrugada de 19 de outubro de 2016, em um apartamento da 307 Sul, onde o assistente de chancelaria do Ministério das Relações Exteriores morava. O réu respondeu por homicídio triplamente qualificado por motivo fútil, asfixia e por uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, além de furto qualificado e, até o momento, respondia ao processo em prisão preventiva.

Imagens das câmeras de segurança foram utilizadas pela acusação no julgamento e mostram os momentos em que Anderson e Josué entram no apartamento, no fim da noite do dia 16, e a fuga do acusado no carro de Josué, por volta das 2h do dia seguinte. 

O rapaz de 19 anos, à época com 18, foi capturado dirigindo o veículo no Paranoá. Ele foi encaminhado à delegacia, chegou a confessar o crime e afirmou ser garoto de programa. Contudo, a prisão preventiva foi decretada somente na tarde do dia seguinte.
 
* Estagiário sob supervisão de Mariana Niederauer

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