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Correio Braziliense

Painéis serão doados e leiloados para projetos de empoderamento feminino

Painéis que ilustraram campanha do Banco do Brasil para conscientizar sobre a importância da igualdade de direitos serão leiloados para implementar projetos de empoderamento feminino do grupo Mulheres do Brasil


postado em 11/04/2018 06:00 / atualizado em 12/04/2018 10:31

Grupo Mulheres do Brasil conta com 13 mil integrantes, e dinheiro obtido com as telas será investido em projetos desenvolvidos no DF, informam Sandra Santana (e) e Janete Vaz(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Grupo Mulheres do Brasil conta com 13 mil integrantes, e dinheiro obtido com as telas será investido em projetos desenvolvidos no DF, informam Sandra Santana (e) e Janete Vaz (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

 
No interior de um alto edifício que espelha o céu azul de Brasília, três painéis artísticos reforçam a necessidade de alcançar a equidade de gênero no país.  Expostas no hall do edifício-sede do Banco do Brasil, no Setor de Autarquias Norte, as obras integraram a campanha #EquidadeFazDiferença, promovida, no mês de março, pela instituição financeira. Agora, os paineis vão mudar de endereço, porque hoje estão sendo doados para o núcleo local da associação sem fins lucrativos Mulheres do Brasil.

As telas têm dimensão de 6mx2m. Uma delas, produzida pela paulista Paula P Rezende, retrata — entre tons de amarelo, azul, rosa, verde, roxo, preto e branco —  a passagem das mulheres para um mundo mais igualitário e feliz. “Tem muito preconceito, descaso, perigo, assédio, mas eu faço isso com tanto amor e certeza, que me transformo. Eu sei que elas (as mulheres) vão escutar minha voz silenciosa, transmitida com os meus desenhos, cores e expressões”, ressalta a artista plástica. Na tela, as personagens seguram megafones para divulgar a todas que as conquistas são possíveis.
 
Obra de Paula P Rezende doada para o projeto:
Obra de Paula P Rezende doada para o projeto: "Ainda tem muita mulher que precisa de ajuda para achar a própria força, brilho e poder", diz a artista (foto: Divulgação)
 
Grazie Gra, responsável por outro painel, apresenta em tons mais sóbrios três mulheres que, para ela, formam um tripé de equilíbrio, força e harmonia. Enquanto elementos geométricos representam o trabalho e o dinheiro, os demais figuram o mundo subjetivo — sentimentos e sonhos, entre outros. “O meu trabalho é muito ligado ao feminino. Toda história de vida começou no ventre de uma mulher. Ela é uma força geradora, é aquela que dá o alimento e é o alicerce da casa”, explica. O terceiro painel, produzido por Paula Plim com spray e tinta acrílica, utiliza diversas cores para chamar a atenção para a figura feminina no centro e um microfone à direita, que remete à ampliação da voz.
 

Paula Mazanék:
Paula Mazanék: "Nosso papel na sociedade é dar o exemplo e mostrar que competência não tem gênero" (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Em busca da equidade 

Em 2017, o BB aboliu regras que previam a mudança de cidade para que servidores pudessem subir na carreira. No último mês, também criou um conselho gestor e outro consultivo para produzir campanhas que promovam o debate acerca do tema. “Não há espaço na sociedade para empresas que não reflitam no corpo de funcionários a diversidade da sociedade brasileira”, alerta o presidente Paulo Caffarelli. Ele considera que ainda há um longo caminho pela frente, mas acredita que os avanços têm sido relevantes. 

A gerente-geral da Unidade Captação e Investimentos do BB, Paula Mazanék, trabalha há 16 anos na instituição e nota uma participação cada vez maior das mulheres. “Há uma preocupação em promover o protagonismo feminino e reduzir qualquer assimetria que as impeça de exercer lideranças, tanto no alto escalão quanto em qualquer outra área da empresa”, afirma. Ela avalia a ação da instituição, que também contou com publicações e vídeos nas redes sociais, com grande positividade. “Nosso papel na sociedade é dar o exemplo e mostrar que competência não tem gênero”, completa.


Protagonismo

O grupo Mulheres do Brasil, fundado em 2013 (em Brasília, no ano passado), conta com cerca de 13 mil integrantes divididas em 18 núcleos e é focado no protagonismo feminino. As telas doadas serão leiloadas para colocar em prática os projetos implementados pelo núcleo do DF, em temáticas como educação, empreendedorismo e violência de gênero. “Não queremos esperar 80 anos para que haja igualdade. Queremos, em oito anos, ver a diferença nos indicadores que nos favorecem”, enfatiza Janete Vaz, diretora do grupo. No planejamento do grupo, está a “criação de uma plataforma de negócios para as mulheres divulgarem os próprios projetos”, adianta Sandra Santana. Ela e Janete são as sócias-fundadoras dos Laboratórios Sabin
 
 

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