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Correio Braziliense

Pai e filha morrem em acidente em via de acesso à L2 Norte

As vítimas estavam em uma moto, que bateu em um carro, próximo ao viaduto que liga a L4 à L2 Norte


postado em 13/04/2018 20:07 / atualizado em 13/04/2018 23:13

O condutor da moto chegou a ser atendido, mas não resistiu. A filha morreu antes da chegada do socorro(foto: Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A. Press)
O condutor da moto chegou a ser atendido, mas não resistiu. A filha morreu antes da chegada do socorro (foto: Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A. Press)
 

Um acidente grave deixou pai e filha mortos, na noite desta sexta-feira (13/4). Trata-se de uma colisão envolvendo um carro e uma moto, na pista que liga a L4 ao início da L2 Norte. Ainda não se sabe o que motivou a batida. 

 

O Corpo de Bombeiros (CBMDF) foi acionado às 18h38. Na moto, estava o condutor, Juvenal Junior Azevedo, 40 anos, e a filha, Milena, de 15. Ele chegou a ser atendido pela equipe médica e recebeu massagem cardíaca por aproximadamente 55 minutos, mas não resistiu. A menina morreu antes da chegada do socorro. A motorista do carro, Raíssa Lippi Ribeiro, 19, não se feriu. 

 

À reportagem do Correio, Raíssa contou que estava indo para a faculdade quando o acidente aconteceu. "Eu estava na velocidade da via, normal. A moto apareceu de repente na minha frente, eu não vi nada, só senti o impacto", relatou. A motorista colidiu com a traseira da moto, fazendo com que as vítimas fossem arremessadas a mais de 50 metros. Raíssa foi submetida ao teste do bafômetro, que deu negativo para a ingestão de álcool.

 

Parentes das vítimas compareceram ao local. Eles contaram que Juvenal era o mais velho de cinco irmãos e morava no Itapoã com a filha, a mulher e uma criança de 2 anos. Natural de Bonfinópolis de Minas (MG), o motociclista se mudou para o DF há mais de uma década. Todos os dias, ele buscava a adolescente em um colégio público na Asa Norte e iam para casa.

 

A mulher do condutor ficou sabendo do acidente pelo jornal, quando reconheceu a jaqueta do marido. Abalada, ela não foi ao local. Irmã de Juvenal, Alice Azevedo, 34, conta que ele era muito querido por todos. "Não dá para acreditar nessa tragédia. Tive que ver com meus olhos. Não sei como dar a notícia para a nossa mãe, ela tem 60 anos e é hipertensa. O filho era muito apegado. Não sei o que vai ser da família agora", diz. Questionada sobre a sobrinha, Alice contou, emocionada: "Milena era estudiosa, obediente e sonhava em fazer intercâmbio".

 

O compadre, Valdemir Sobreira de Aragão, foi até o local a pedido da mulher e mãe das vítimas. "Ele era uma pessoa muito boa, católica e estava terminando de construir uma casa, estava fazendo surpresa para a família", disse.

 

Por telefone, Daniel França, o advogado da família, disse que vai aguardar o resultado da perícia. "O laudo deve ficar pronto em 30 dias. A partir daí vamos avaliar a responsabilidade da motorista e tomar as medidas cabíveis", disse. 

 

A Polícia Militar isolou três faixas, deixando apenas uma disponível para a passagem dos carros. A Polícia Civil realizou perícia no local.

 

 

 

 

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