Jornal Correio Braziliense

Cidades

MST ocupa duas fazendas no DF; uma em Sobradinho outra em Brazlândia

A ocupação acontece na área da Fazenda Canaã, localizada em terreno da União conhecido como Fazenda Sálvia, e no Fassincra, em Brazlândia

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Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Teto (MST) ocupam duas fazendas em regiões diferentes no Distrito Federal nesta terça-feira (1/5). Uma das ações acontece na Fazenda Canaã, localizada em terreno da União conhecido como Fazenda Sálvia.

O endereço fica entre Sobradinho e Planaltina, próximo à Rota do Cavalo. A outra é no Fassincra, na região de Brazlândia.
A ocupação ocorre desde as primeiras horas da manhã desta terça-feira (1/5). Policiais acompanham a mobilização na propriedade Sálvia, considerada a terceira maior do governo. A fazenda fica na DF-440, na entrada de uma clínica de reabilitação que pertence ao ex-deputado distrital Raad Massouh.
De acordo com a PM, são cerca de 50 famílias na região, mas integrantes do MST falam em 300 famílias em cada local, ou seja, ao todo, 600. Nos dois endereços, o grupo ergueu bandeiras do movimento. Segundo um integrante da direção nacional do MST, Marco Baratto, 38 anos, a ação acontece como manifestação de 1; de maio, Dia do Trabalhador.
Segundo ele, os manifestantes montaram acampamentos fixos para conquistar os terrenos. "Requeremos as áreas públicas para assentamento de reforma agrária. Queremos que as áreas sejam regularizadas dentro dos trâmites da lei para quem, de fato, trabalha. Somos contra a grilagem de terra que está suprimindo esses terrenos", alegou.

Fazenda Sálvia

São 10,8 mil hectares com os mais diversos tipos de ocupação: posseiros, chacareiros, movimentos sociais, ciganos e residentes urbanos. A localização privilegiada, a proximidade com o Plano Piloto e a pouca restrição ambiental fazem com que os terrenos sejam cobiçados.

A proximidade dela com o Plano Piloto e o pouco controle da União sobre essas terras fizeram com que a Fazenda Sálvia se tornasse alvo de invasões constantes. Em 2004, a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) expressou o desejo de manter a Sálvia com características rurais. Em 2009, a União passou parte das terras para o Incra para fazer reforma agrária.