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Correio Braziliense

Curitibana é detida com dinares iraquianos falsos no Aeroporto JK

Na alfândega, a mulher, que levava o equivalente a R$ 3 milhões em notas falsas, disse que recebeu o dinheiro como pagamento por um trabalho. Ela viajava em voo fretado para Miami


postado em 03/05/2018 09:59 / atualizado em 03/05/2018 16:43

O dinheiro falso: maior apreensão do tipo na história do aeroporto de Brasília(foto: Divulgação Receita Federal do Brasil)
O dinheiro falso: maior apreensão do tipo na história do aeroporto de Brasília (foto: Divulgação Receita Federal do Brasil)
Uma empresária de Curitiba está detida na superintendência da Polícia Federal, em Brasília, após ser pega com uma caixa contendo 1 bilhão de dinares iraquianos. Trata-se da maior apreensão de dinheiro falso na história do Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek. 

 

O valor corresponderia a R$ 3 milhões se as cédulas fossem verdadeiras. A mulher, que não teve o nome revelado, embarcaria em um voo fretado com destino a Miami, nos Estados Unidos.

 

Ao passar pelos procedimentos de inspeção de rotina da Receita Federal do Brasil, ela acabou flagrada. A mulher informou aos agentes da alfândega que havia recebido o montante como pagamento de uma dívida por um trabalho que havia realizado. Ela foi detida e encaminhada à Polícia Federal. O dinheiro falso foi retido pela Receita Federal.
 
 
 

Indícios

O transporte fretado de moedas iraquianas levantou suspeita. O delegado Alexandre Angoti, que atua no caso explicou que, no geral, é muito difícil as pessoas saírem do Brasil levando moedas que não sejam o dólar e o euro. A caixa lacrada com várias estampas, davam a ideia de se tratar de um conteúdo certificado pelo banco central do Iraque e já havia chamado a atenção dos fiscais da Receita Federal. Além disso, informações desencontradas da empresária e outros indícios, que os técnicos da Receita e a polícia não podem revelar por questões de segurança, fizeram com que a equipe desconfiasse do carregamento.

Os fiscais constataram que a empresária havia informado que transportava, em dinares iraquiano, o equivalente a R$ 40 mil, na Declaração de Porte de Valores, documento obrigatório para quem entra ou sai do Brasil com mais de R$ 10 mil. Ao ser indagada sobre a necessidade de abertura da caixa, no entanto, a mulher insistia que o volume não poderia ser aberto, sob pena de que as cédulas perderiam o "valor de coleção".

O argumento não convenceu a equipe da Receita Federal. Ao inspecionar a caixa, os fiscais encontraram cerca de 40 mil cédulas, cada uma no valor de 25 mil dinares, totalizando 1 bilhão de dinares iraquianos, em notas falsas. De acordo com o delegado Alexandre Martins Angoti, chefe da Alfândega da Receita Federal no Aeroporto JK, a falsificação era de má qualidade, bastante rudimentar e grosseira, o que surpreendeu a mulher que tentava sair do país com a caixa. Ao ser confrontada com o conteúdo falso, a mulher se mostrou perplexa e chegou a apresentar à Receita um laudo pericial atestando a legitimidade das notas. "O documento também era falso", disse o delegado Alexandre Angoti.

A mulher, que foi detida e encaminhada à Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, poderá ser indiciada por falsificação de moeda. O delegado Angotti não descartou a possibilidade de que ela tenha sido vítima de um golpe. Ela alegou aos fiscais que tinha recebido o montante como pagamento de um trabalho e a percepção geral é de que ela também não tinha conhecimento do real conteúdo que transportava. 

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