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Correio Braziliense

Caesb lamenta anúncio de greve de servidores e rebate sindicato

Em nota, Caesb informa que "vem mantendo negociações com o sindicato há pelo menos 60 dias. Sindicato pede nova reunião com a empresa nesta terça-feira (8/5)


postado em 07/05/2018 10:30 / atualizado em 07/05/2018 10:36

Em 2016, os servidores da Caesb ficaram em greve por quase 90 dias(foto: Gustavo Moreno/CB/D.A Press)
Em 2016, os servidores da Caesb ficaram em greve por quase 90 dias (foto: Gustavo Moreno/CB/D.A Press)
 
Após aprovar indicativo de greve em assembleia na última sexta-feira (4/5), o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgotos do Distrito Federal (Sindágua) pede nova reunião com os representantes da Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb). A intenção com um encontro nesta sexta-feira (8/5) é, segundo a categoria, evitar a paralisação.

Em nota divulgada na manhã desta segunda-feira (7/5), a Caesb informou que "vem mantendo negociações com o sindicato há pelo menos 60 dias, tendo sido apresentada uma proposta de acordo em 25/04/2018, contemplando um reajuste de 1,25% e a manutenção de todos os benefícios do acordo anterior". A empresa também definiu a greve como inoportuna e irresponsável. 
 
Na assembleia de sexta-feira, os funcionários alegaram que a greve, programada para começar na quinta-feira (10/5),  se à recusa da empresa em atender as reinvidicações da data-base de 2018 e a retirada de direitos trabalhistas. "Até o momento, a direção da empresa recusou tudo, e ainda suspendeu os direitos do Acordo Coletivo da categoria", afirma Igor Pontes, diretor de comunicação do Sindágua. Inicialmente, a categoria pedia um reajuste de 5,88% do salário, relativo ao acúmulo de dois anos de inflação, mas estariam dispostos a abrir mão desse índice. 
 
O sindicato pede, também, o fim do desconto dos salários dos funcionários que participaram da greve em 2016 – com duração de 89 dias. Essa é a condição para que os servidores abram mão do reajuste da remuneração. Contudo, a estatal destaca em nota, que está cumprindo uma sentenção do Tribunal Superior do Trabalho (TST), "não cabendo discussão no âmbito da data-base de 2018". 

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