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Correio Braziliense

Adasa acata pedido do GDF e suspende aumento de água até 19 de maio

A diretoria colegiada da Adasa tem 10 dias para analisar o recurso do GDF, que pediu a suspensão do aumento da tarifa de água, de 2,99%, a partir de 1º de junho


postado em 11/05/2018 11:57 / atualizado em 11/05/2018 14:06

Aumento na conta de água é suspensa(foto: Helio Montferre/Esp.CB/D.A Press)
Aumento na conta de água é suspensa (foto: Helio Montferre/Esp.CB/D.A Press)

O diretor-presidente da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa), Paulo Salles, suspendeu nesta sexta-feira (11/5), o aumento da conta de água, de 2,99%, que seria cobrado pela Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb) a partir de 1º de junho. Os efeitos da resolução perdem validade até o julgamento da diretoria colegiada da autarquia. O prazo para análise é de 10 dias, a contar de quinta-feira (10/5). O prazo final, portanto, é no próximo sábado (19/5).  

 

A decisão da Adasa acata um pedido da Procuradoria-Geral do Distrito Federal (PGDF), protocolado na quarta-feira (9/5), após o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, anunciar, em 2 de maio, que não haveria reajuste. À época, o chefe do Buriti considerou "inadequado qualquer aumento nesse momento, especialmente com um índice acima da inflação”. 

Aumento anual 

A Adasa é responsável por regular os reajustes anuais. Para o acréscimo referente a 2018, a Caesb pediu uma revisão extraordinária, alegando que teve queda no faturamento devido ao racionamento de água, enquanto os custos operacionais subiram. O aumento solicitado pela companhia foi de 9,69%, contudo a Adasa autorizou apenas 2,99%.

 

Ao pedir o cancelamento do reajuste, a procuradoria justificou que a Caesb não comprovou a perda financeira durante os 15 meses de racionamento. Os advogados do GDF argumentaram, ainda, que a tarifa de contingência cobrada do consumidor seria suficiente para ajustar as contas da companhia. 

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