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Correio Braziliense

"Senti o que qualquer um sente quando perde tudo", diz dono de apartamento

Dono do apartamento incendiado na Asa Norte, Adhemar Sprenger Ribas, diz que família ainda tenta entender o que aconteceu


postado em 15/05/2018 12:09 / atualizado em 15/05/2018 16:56

Ver galeria . 8 Fotos Breno Fortes/CB/D.A Press
(foto: Breno Fortes/CB/D.A Press )
 
"Senti na hora o que qualquer cidadão sente quando perde tudo." É assim que Adhemar Sprenger Ribas, proprietário do apartamento que pegou fogo nessa segunda-feira (14/5), na SQN 110, descreve o que passou quando viu sua casa em chamas. Coronel reformado do Exército, Ribas disse, nesta terça-feira (15/4), que as chamas levaram todos os pertences da família, que morava no apartamento 603 desde 2002, ano da inauguração do prédio. 

O que mais dói, porém, é a morte do cachorro de estimação. "A grande perda foi nosso cachorro, que fazia parte da família. Ainda bem que minha sogra não tentou resgatá-lo, ou ela não teria conseguido sair", diz, se referindo à mãe da esposa, que tem 87 anos e estava no apartamento na hora do incêndio. 

A sogra, conta, se deparou com o fogo e pediu ajuda a vizinhos. Ela estava no andar de baixo da cobertura duplex. O cachorro da família, de 11 anos, estava no andar superior e não conseguiu escapar. "Ela foi uma heroína. Tem pânico de elevadores, desceu os seis andares de escada e ainda avisou outros moradores", completa.
 

Barulho em um dos quartos 

Segundo o militar reformado, a família ainda não entendeu o que provocou o incêndio, que mantém 24 apartamentos do Bloco M interditados. Ele conta que ligaram para ele avisando do acidente. "Me ligaram informando que o apartamento estava pegando fogo. Vim para cá e vi a grandeza do estrago", lembra. Da sogra, ouviu apenas que ela escutou um barulho, foi verificar o que acontecia em um dos quartos e, quando voltou à sala, as chamas já tinham começado. "Pensamos em curto-circuito", afirma. 

Agora, o objetivo é reconstruir a vida, diz Ribas. "Sempre falo para os militares mais jovens, quando entram no Exército, que obstáculos existem para serem superados. E trago isso comigo. Vamos superar esse obstáculo", afirma.

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