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Rollemberg: combustível para viaturas e ambulâncias só dura mais 3 dias

O governador fez um balanço de como a greve de caminhoneiros afeta serviços no Distrito Federal. O governo espera ganhar na Justiça direito a liberar combustível preso nas centrais de distribuição da Petrobras

O governador Rodrigo Rollemberg fez, na manhã desta sexta-feira (25/5), um balanço de como o Distrito Federal está sendo impactado pelo bloqueio nas estradas. Segundo ele, há combustível apenas por mais dois dias, no máximo três, para abastecer ambulâncias e viaturas policiais e dos bombeiros. Além disso, o combustível para manter as caldeiras de hospitais públicos deve durar mais cinco dias, afirmou em entrevista à rádio CBN.

Rollemberg disse, no entanto, que o governo conseguirá na Justiça o direito de usar força policial, se necessário, para interromper as manifestações em frente às centrais de distribuição da Petrobras. São elas que têm impedido o abastecimento do DF, incusive de postos de gasolina, que, desde ontem, começaram a ficar sem gasolina nas bombas. "Estamos trabalhando com a Procuradoria do DF para resolver essa situação por meios jurídicos", disse o governador na entrevista à rádio.

O chefe do Executivo local contou que, na noite de quinta-feira (24/5), representantes do governo conseguiram negociar com os manifestantes para que alguns caminhões de combustível fossem liberados para abastecer serviços públicos essenciais à segurança e à saúde. Na estrada, também foi negociada a liberação de um caminhão com oxigênio para ser usado nos hospitais públicos.

Aulas na rede pública

Foi criado um gabinete de crise, ligado à Secretaria de Segurança Pública, que se reúne diariamente para avaliar a situação e tomar novas medidas. Caberá a esse gabinete, por exemplo, decidir quando as aulas nas escolas públicas serão retomadas, informou o governador.

Indagado sobre o que pensa da possibilidade de o DF e os estados discutirem uma redução no ICMS, impostos estaduais que também afetam o preço dos combustíveis, o governador disse que é a favor de debater uma saída para o problema, mas fez duas resslvas: "É preciso lembrar que a demanda dos caminhoneiros é a redução da PIS-Cofins, um imposto federal. E temos de lembrar que, em ano eleitoral, os estados (e o DF) não podem reduzir impostos".