Walder Galvão - Especial para o Correio
postado em 30/05/2018 10:40
A Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e Fraudes (CORF) indiciou um grupo de colombianos por agiotagem. A máfia, composta por 22 pessoas, uma delas brasileira, emprestava dinheiro para comerciantes do Distrito Federal e cobrava juros abusivos. Essa é a terceira fase da Operação Bacrim, iniciada em 2014 para combater a prática na capital.
No início da manhã desta quarta-feira (30/5), os agentes cumpriram seis mandados de busca apreensão. Eles apreenderam R$ 20 mil em espécie, documentos, 11 motocicletas e 20 celulares. O objetivo da ação policial é coletar provas dos crimes.
De acordo com o delegado à frente do caso, Wilson Peres, os acusados emprestavam valores entre R$ 500 e R$ 5 mil e cobravam juros de até 2% ao dia. "Ainda não temos o levantamento de quanto eles arrecadaram e nem da origem do dinheiro, mas as investigações continuam", frisa.
Os suspeitos divulgavam os empréstimos por meio de entrega de cartões de contato. "Eles iam até as feiras e aglomerados comerciais do DF para anunciar o serviço irregular. Os comerciantes faziam o empréstimo e pegavam um informativo, que descrevia como os pagamentos seriam realizados e os dias", esclarece o delegado.
Os indiciados estavam em Samambaia, Taguatinga, Riacho Findo, Brazlândia e Guará. De acordo com o delegado, eles são acusados de falsidade ideológica, usura e associação criminosa. Os suspeitos atuavam ao menos há 6 meses na capital. A Justiça indeferiu o pedido de prisão e eles devem responder em liberdade.