Cidades

Mesmo com gasolina, posto Jarjour encerra vendas após protesto de clientes

Posto foi fechado e só será reaberto quando as pessoas com galões deixarem o local

Bruno Santa Rita*
postado em 30/05/2018 20:40

Posto foi fechado e só será reaberto quando as pessoas com galões deixarem o local

Irritados por terem sido impedidos de encherem galões com combustíveis, clientes do posto Jarjour, na 206 Norte, provocaram um início de tumulto no local, na tarde desta quarta-feira (30/5). Os mais exaltados colocaram fogo no asfalto e acabaram bloqueando o trânsito no Eixinho L. Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), o posto foi fechado, a fim de evitar que o conflito se agravasse.

Cerca de 20 pessoas se encontravam na unidade, a fim de impedir que os carros fossem abastecidos, uma vez que a tentativa deles, de encher galões, foi negada. O autônomo Rudinei Marques, 23, era um dos clientes que aguardava na fila. Segundo ele, quando chegou, por volta das 11h30, o caminhão que abasteceu o posto havia acabado de iniciar o carregamento das bombas. Ele pediu para abastecer o galão e foi negado. "Eles disseram que não iam encher. Aí resolvemos fechar aqui", relata.

Segundo o empresário Abdala Jarjour, proprietário da unidade, a negativa dos frentista se deu por conta de uma questão de segurança. "Não vendemos em galão se não for do Inmetro", explicou o dono do posto. Além disso, segundo Abdala, ceder seria um desrespeito com as pessoas que aguardavam por horas dentro do próprio veículo, a fim de abastecê-los.


Posto foi fechado e só será reaberto quando as pessoas com galões deixarem o local

O mestre de obras João Batista também reclamou da decisão tomada pelo posto e afirmou que acha errado não abastecerem os galões. "Meu carro está há dois dias na rodoviária, sem gasolina. Se eu não colocar no galão, não consigo tirar de lá", argumenta.

A atendente Vilany da Rocha, 41 anos, disse que não vai abrir mão de encher o galão para retirar seu carro que está parado próximo do posto. "Vou ficar aqui até às 6h da manhã se for preciso", protestou. Ela afirma que precisa do carro rotineiramente e não pode mais deixá-lo na rua.

* Estagiário sob supervisão de Anderson Costolli

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