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Pai enfurecido quebra sala de triagem no Hospital Regional de Taguatinga

Na classificação de risco, filha ficou como menos grave, e o pai ao ser informado que não havia previsão de atendimento, quebrou mesa, cadeira e computador do local


Na madrugada desta sexta-feira (1), um pai compareceu ao Hospital Regional de Taguatinga, para atendimento do filho de seis anos de idade que estava em estado febril (37,5;C) e com queixas de dor na perna. Ao passar pela triagem na classificação de risco, a criança foi categorizada com a pulseira verde, que indica que o caso é de pouca urgência.
Desde 2010 a classificação de risco existe nos hospitais e pronto-socorro de Brasília. Segundo a Secretaria de Saúde, a cor verde indica que o caso é menos grave, o que representa pouca urgência, e o paciente é encaminhado para consulta médica em um posto de saúde próximo aonde mora. A prioridade de atendimento são as outras cores que indicam que o caso é mais grave, como vermelho e amarelo.
Durante a triagem da criança, o enfermeiro disse que devido ao fluxo de pacientes, não havia perspectiva de atendimento, já que o caso do menino não era de urgência. Diante da situação, o pai insatisfeito com a resposta do enfermeiro, ficou alterado, e começou a quebrar materiais da sala de triagem. Destruiu mesa, cadeira, lixeira, armário e arremessou o computador no chão.
No mesmo momento, o agente de segurança do hospital foi acionado para conter o homem, e ao chegar na sala foi agredido com socos e objetos lançados contra si. A Polícia Civil foi chamada, o homem foi encaminhado para a 12; Delegacia de Polícia. O chefe de equipe do HRT também compareceu à delegacia, onde prestou esclarecimentos e foi liberado.
Por meio de nota, a Secretaria de Saúde esclareceu que no momento do ocorrido, o Hospital Regional de Taguatinga atendia com dois pediatras a todos os pacientes classificados como vermelho e laranja. Após a situação, o atendimento seguiu normalmente e a classificação passou a ser feita em outra sala. A sala onde o usuário se exaltou encontra-se fechada para perícia, e caso seja comprovada culpa do pai da criança, ele deverá pagar pelo dano causado.
A Divisão de Comunicação da Polícia Civil informou que o homem responderá por lesão corporal e dano ao patrimônio público.