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Correio Braziliense

GDF troca empresas envolvidas em fraude de bilhetagem eletrônica

Três cooperativas serão substituídas em Brazlândia e Park Way. A empresa de bilhetagem será alvo de processo administrativo; prejuízo é de R$ 80 milhões


postado em 07/06/2018 16:45 / atualizado em 07/06/2018 22:12

Dinheiro foi encontrado na casa de um dos suspeitos investigados na Operação Trickster, que apura fraudes no Sistema de Bilhetagem Automática (SBA) do DFTrans(foto: Reprodução/WhatsApp)
Dinheiro foi encontrado na casa de um dos suspeitos investigados na Operação Trickster, que apura fraudes no Sistema de Bilhetagem Automática (SBA) do DFTrans (foto: Reprodução/WhatsApp)
O DFTrans anunciou, na tarde desta quinta-feira (7/6), que abriu um processo administrativo contra a Defender, empresa terceirizada que cuida do atendimento do sistema de bilhetagem eletrônica no transporte coletivo do Distrito Federal. Além disso, informou a substituição das empresas e cooperativas que atuavam em Brazlândia e no Park Way envolvidas da Operação Trickster, que investigou fraudes no sistema de bilhetagem eletrônica. Urbi, São José e Pioneira assumem as linhas via contrato precário, ou seja, sem licitação.

O DFTrans calcula R$ 80 milhões de prejuízos com a fraude. Somente as empresas substituídas são responsáveis por R$ 17 milhões deste valor. O órgão anunciou ainda que vai reter 30% de todos os pagamentos das empresas envolvidas para minimizar os prejuízos aos cofres públicos. A medida também serve para aquelas que perderam as linhas. 

De acordo com Marcos Tadeu de Andrade, diretor do DFTrans, 28 permissionários estão sendo investigados e, em até 60 dias, as auditorias devem terminar e novas medidas podem ser anunciadas. “Temos que agir com cautela porque o sistema também precisa funcionar”, justificou.


Terceirizados


Em relação à Defender Conservação e Limpeza, o governo justificou o processo administrativo por descumprimento de itens do contrato como funcionários envolvidos na fraude investigada pela polícia e pelo Ministério Público e a não reposição de terceirizados, deixando os postos de atendimento vazios. Atualmente o contrato da Defender é de R$ 14 milhões anuais. 

A direção da Defender informou que não foi notificada pelo processo administrativo. Carlos Alberto Tabanez, marido da proprietária da empresa, explicou que a companhia tem respeitado o contrato assinado com o DFTrans. “O DFTrans mandou um ofício para a empresa informando que queria que nós demitíssimos 26 pessoas que trabalham há quase dois anos na empresa, que não tem reclamação, nem punição. Não tem motivo algum e elas nunca foram intimadas. Eles me mandaram um ofício me indicando as 26 pessoas que queriam que fossem contratadas”.

De acordo com Tabanez, o DFTrans tem feito forte ingerência na gestão da empresa. “A sensação que nós temos é que eles rescindir o contrato a força”, atacou. O contrato entre a Defender e o DFTrans é de cinco anos com renovação anual, a última ocorreu em março de 2018 e vale até março de 2019. 

 

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